in abstinência, bebedeiras, jives

Bebida, blah!

Pois é, em 2010, consigo contar nos dedos minhas bebedeiras.

Existem algumas sensações um tanto dolorosas.

Uma delas não é a saudade do sabor do álcool, nem nada parecido. O que faz falta é a sensação de ter ultrapassado os limites de sua razão, de desligar o botão da civilidade, de se comportar como alguém que não dá a mínima pra nada.

Aquela leveza que te dá dividir 4 garrafas de cerveja e uma ou outra dose de qualquer bebida quente com um amigo em um boteco sujo na rua Augusta, em volta de uma mesa de bilhar, roubando bolas e colocando Raça Negra na Jukebox, só porque você lembra que o vocalista tem a língua presa e isso vai ser motivo de risadas pelo resto da noite.

E você, amigo do fórum, que está numas de me indicar o canhamo e imaginou que eu ainda não pensei nisso como uma solução tátil para o problema: Think again.

Outro fator: quando estou bêbado, qualquer lugar parece seguro, o que já me fez caminhar de madrugada pelo escadão da nove de julho, do Pq. do Lago ao Capão Redondo, como se fossem lugares vigiados 24×7, numa tranquilidade como se andasse com guarda-costas ou como se estivesse só no mundo.

Mas claro, dá pra sentir falta de whisky, por exemplo. Logo, a primeira decisão para 2011 é comprar uma garrafa de Jack Daniels e sair pelo Capão Redondo a pé.

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