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Meu negócio com as redes sociais falidas

No fotolog, ainda posto umas fotos, escrevo umas babaquices, nada construtivo, só respostas de mim mesmo para coisas que ninguém quer saber (mas não é esse o lema da web 2.0?). Como disse dia desses, o lugar virou a cracolândia digital da cena musical independente. Bandas omissas, gente despreparada quase implorando pra que você acesse o myspace deles e aperte o play.

E então, o Myspace. Mais parecido com um parque de diversões abandonado, como bem retratou o Saturday Night Live, o site peca na falta de estrutura, mudanças repentinas sem aviso, desinteresse pelo usuário. Tenho duas bandas e um perfil pessoal lá, mas, por conta disso tudo, acesso semestralmente as três de uma vez, limpo as mensagens só volto no ano seguinte.

Pra fechar a tríade, Orkut. Sinônimo de depressão. Apesar do layout bonito – agora facebookeado – me ocorre invariavelmente a sensação de todos viverem a vida dos seus sonhos, com todas as fotos de baladas, festas à fantasia e viagens pra argentina.

E, no final, me enjoa saber da vida igual de tanta gente.