in denise, fim, jives

Sujeira, mano, sou sujeira

O final de semana foi a prova definitiva para manter a última frase do meu perfil (ao lado) no lugar em que ela está. Ou trocá-la por ‘eu não presto, mano, sério’. Minhas expectativas não erraram. Eu, esse bêbado inconsequente e descontrolado, não mereço nada mais que uma vida merda. Obrigado, mundo, por fazer seu trabalho tão lindamente.

E toda essa indiferença, cara, vem de onde? Dessa vez eu não consigo me sentir completamente errado. E veja que, ‘completamente’ é o que dá sentido na frase. Eu sei do que devo e não devo fazer, embora possa ocorrer erros de percurso, inadvertidamente. O que não posso entender é como um erro pode anular todo o resto. Isso facilita bastante. Quando você tem tanta coisa boa pra lembrar, você não consegue imaginar como esse negócio de beber incontrolavelmente te faz um cara escroto do dia pra noite.

Talvez eu consiga guardar as alianças na caixa de recordações, ou alterar o status do relacionamento, ou devolver os livros dela que ainda nem cheguei a ler. Mas agora pouco, no carro, deixando ela em casa, tive a sensação de estar assinando um atestado de fracasso sentimental que vale pelo resto da minha vida.

Ela só era boa demais pra mim. =(