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Late adopter

Essa semana chegou o Samsung Galaxy Tab da Gi Gomes e eu estava tão ansioso quanto ela, que levou no trabalho pra que eu pudesse ver em funcionamento. Ele é pequeno, tem sete polegadas, mas é um tamanho ideal para ler, usar a internet, atualizar redes sociais, assistir vídeos e levar no ônibus. É do tamanho de uns 3 celulares Blackberry, achei suficiente.

O problema é que ele também custa como uns 3 celulares Blackberry. 2 mil reais fora a conta do chip 3G, que se torna uma mensalidade além do aparelho, mas dessa não se tem como fugir, a não ser que você tenha um amigo que compartilhe a rede wi-fi e esteja disposto a tomar uma multa da Anatel.

Daí que o malandro que entrou essa semana trouxe seu iPad logo no segundo dia. A parada é linda, bem acabada, os jogos são sensacionais, a usabilidade, a velocidade na leitura dos ebooks e pdfs, mas, tudo tem um mas, acabei achando as quase 10 polegadas um trambolhão desnecessário se comparado ao Galaxy.

A vantagem é que o cara pediu para um amigo trazer de fora e acabou pagando sem impostos uns módicos 750 reais além do trabalho atrás de tutoriais para desbloquear o aparelho.

Minha resolução final sobre esses gadgets é que eles são ideais para mobilidade, para quem anda de trem, para quem precisa escrever dentro do taxi ou do ônibus, pra quem precisa uma forma boa para apresentar um portfolio (no caso da Gi), ou apenas abandonar seu PSP (no caso do cara novo), mas ainda consigo viver alguns anos sem eles.

Como nunca tive um MP3 player, só comprei meu primeiro celular com internet no ano passado e tive meu primeiro pendrive só esse ano, claro que não sou parâmetro.