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Radiohead, The King of Limbs, 2011

Esse novo disco do Radiohead saiu sem frescura, rápido, sem mística, capa num dia, track list no outro, teaser no outro e due no sábado. ‘Sem frescura’ porque não deve ter sobrado nada depois da gravação do disco. Não consigo me lembrar com exatidão quando foi que o Radiohead perdeu a mão pra situar você nesse meu pensamento, portanto, abaixo segue o meu faixa a faixa:

The King of Limbs abre com ‘Bloom’, uma espécie de samba-jazz que para não dizer inrotulável e criar um termo novo, vou apenas deixar assim. ‘Bloom’ tem uma vibe das músicas do Otto que todo mundo idolatra e você não se enxerga suportando mais que um minuto completo. Acho que se eu começar a usar a palavra experimentalismos não vou mais parar até o final do texto, portanto, digamos que todas as músicas soam experimentais.

Apesar disso, de minha parte nem tudo são críticas. A voz de Thom Yorke continua remetendo a uma época em que o Radiohead ainda era uma banda e não essa tribo indígena tentando acertar sempre. Difícil mesmo foi ouvir ‘Morning Mr. Magpie’ sem querer desligar o player. Repetitiva e ultrapassada. Eu quis parar por aí, evitando todo o quarto de hora que viria seguir.

A impressão que me deu ao ouvir ‘Little by little’, a terceira, foi algo recorrente em quase todas as músicas do disco. Parece que tem uma outra banda com um DJ de drum n’bass terrível tocando por cima de uma gravação original. Talvez seja uma ótima forma de reduzir os custos. Talvez seja só experimentalismo, OH CRAP, de novo. Sério, ‘Little by little’ é uma excelente música infelizmente abduzida por batidas esquisitas e sons medonhos.

Então vem ‘Feral’ e novamente o Otto e aquela patifaria de gravação sobre gravação, quando um artista perde a mão e acaba colocando em sua obra muito mais do que ela precisa. A seguir, ‘Lotus Flower’, aquela da dancinha, uma das melhores do disco. Sem muita putaria, se é que dá pra me entender. Foi o teaser e eles estragaram tudo revelando a parte boa, usando assim a mesma técnica dos trailers de filme. Depois disso ‘Codex’, a quinta do disco, que traz seu piano intenso e menos confuso, a única música que poderia parar numa trilha sonora de filme, por exemplo. ‘Codex’ dá a consistência e a tranquilidade que o disco deixa estava deixando a desejar a té então.

Aqui podemos dizer que se eu pensava ter apenas não-músicas (como bem disse Chico Barney ao Popload) babacas, o disco volta a se tornar interessante com as duas anteriores e ‘Give up the Ghost’, no violão, aparentemente o segundo instrumento musical usado em The King of Limbs até aqui. Pra finalizar, ‘Separator’ e a música menos entediante de todo o disco, sem dúvida.