in 2011, jives, retrospectiva

Balanço 2011


Esse ano estive mortalmente indeciso sobre meu trabalho depois de umas respostas negativas aí. E então tive umas reuniões descompromissadas na sede do trampo e depois de quase me mudar pra Jandira acabei voltando a trabalhar na capital. tenho me tornado a cada dia uma pessoa muito mais roubável, mas isso pode ser considerado uma coisa boa. Consegui um freela do qual já não sinto tanta saudade.

Esse meu amigo em recuperação, mesmo passando dias planejando roteiros comigo desistiu de ser meu amigo (entenda isso como quiser), foi coisa de época, conversei com o cara, mas olha, talvez isso tenha me feito desistir um pouco mais de acreditar no mundo. Aí veio um moleque no metrô dizendo que Jesus me ama e que ficaria tudo certo.

Algumas coisas seguiram iguais. Continuo frequentando o peremptório bar do Enoch, por exemplo, minha cota mensal de vagabundagem nas proximidades da casa dos meus pais. Continuo tendo sonhos dentro de sonhos ou sonhos malucos com o William Bonner e o Danilo Gentili (sim, soou estranho mesmo). Ah, e continuo postando tutoriais simples e angariando visistas às custas da indexação manera do Google.

A Denise continua lutando contra minhas imaturidades namorando comigo mesmo depois de tanto tropeço e tanta diferença entre nós. Fomos duas vezes para o litoral norte, que conheci esse ano, calcule o sofrimento da classe média. Continuamos morando distantes demais pra quem já entrou na terceira temporada do relacionamento. A verdade é que a gente já sabe o que quer (aos novatos, essa sentença para as mulheres só quer dizer uma coisa, casamento). Ela já ganhou uma mixtape esse ano, então tá tudo bem encaminhado, eu acho (prioridades, não trabalhamos).

Foram embora deste mundo algumas pessoas notáveis, como minha tia Paula que passou maus bocados num hospital terrível no interior do Maranhão, mas pude me lembrar de tudo o que tenho de bom dela, o que alivia bastante. Outra perda lastimável não só pra mim, mas para uma cena musical de gente de verdade foi a partida do Redson, vocalista do Cólera, parte da mitologia da música independente nacional.

Fiz uma apologia à depressão, mas nada demais, aquela mesma ideia do bullying pedagógico, de que você vai se ferrar, mas no fundo é pro seu bem. Tentei ir no médico e não há mais nada a dizer sobre o assunto. Descolei uns sonhos velhos, empoeirados, meu irmão tá namorando uma garota gente fina. E, bem, vamos fechar isso aqui que já deu de links em 2011, não? Prometo que ano que vem reduzo isso aí.

***

Sério, que 2012 seja bem legal pra todo mundo. Seguindo o raciocínio de Azaghal, num Nerdcast do começo do ano, aproveite 2012 como se fosse o último ano de sua vida (ask maias about it).

Um abraço a cada um dos meus 20 leitores imaginários, aos amigos de sempre e aos de agora que passam por este pequeno relicário de vibes desconexas. Amo vocês, até mais e obrigado pelos peixes (ainda não terminei – FUUUUU, outro link).