Staying alive was no jive

O novo velho

Com o tempo, todas as sensações e sentimentos acabam passando de fase, mudando de nível, tornando-se outras completamente diferentes das iniciais. Pra ser bem rude com o exemplo, é mais ou menos igual quando falavam pra você sobre a Pizza Hut nos anos 90 e aquilo parecia intocável e distante, daí você chega em 2017 se segurando pra não ir lá todos os dias da sua vida.

Eu disse, bem rude.

Lembro da primeira vez que chorei por alguém. O sentimento de perda e afastamento parece tão irremediável e lancinante. O tempo faz a gente perder o contato com essa superfície.

Foi quando perder se tornou apenas mais uma parte do caminho.

Muita gente aprende a lidar, seguir em frente. Eu acho que nunca aprendi. Acumular dores, decepções e todas essas palavras com uma carga dramática maior do que você gostaria de lidar, acaba criando cascas nas nossas bagagens pessoais. Você passa de extremamente magoado a uma pessoa olhando o infinito pelo menos umas 14 vezes durante o dia sem pensar em nada, ou chorar agressivamente, como convém a pessoas nesse estado de espírito. E quando você sai daquele estado, a única coisa que consegue raciocinar é que aquela merda precisa passar logo.

O grande mal em ser adulto é ver todas as nossas histórias se tornarem apenas boas lembranças.

Espero um dia escrever sobre lidar com tudo isso de um jeito menos autodestrutivo.

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