Day 30 – your favorite song at this time last year

Último post do 30 days challenge (todos no mesmo dia, é, me julga aí). Sério, achei que não acabaria mais. Foi bom e cansativo e recompensador listar a trilha sonora da sua vida, lembrar de gente escondida no subconsciente, essas coisas. Uma indicação relacionada ao meme veio esses dias pelo amigo Eduardo Ribas (a gente chega a criar universos paralelos conversando no gtalk): um vídeo do TED cujo tema é ‘tente algo novo por 30 dias’. Por favor, assistam, sério. É uma parada dessas simples que fazem você repensar tudo, sabe? Menos de quatro minutos da mais pura elucidação prática da vida.

 Em seguida voltamos à programação habitual.

E salve o last.fm por me ajudar a encontrar o que mais ouvia nessa época no ano passado. Fechando o meme com classe, John Ray Cash e Robert Allen Zimmerman:


Bob Dylan e Johnny Cash, ‘Girl from North Country’

Day 29 – a song from your childhood

Não dá pra lembrar de muita coisa, a não ser de uma fita. Meus pais costumavam gravar mixtapes com tudo que os anos 80 tinham direito, aquele saxofonista das trilhas de novela, Rita lee, Legião Urbana, Originais do Samba. E eu gostava da música do Toquinho (e acabei de constatar que até hoje é tudo o que conheço dele).

A música do Toquinho ficava entre todas as outras. Digamos que tinha umas 25, 30 fitas gravadas em casa. Todas elas devidamente sem indicação do que diabos havia ali. A não ser aquela com o hino nacional que minha mãe ganhava na escola e uma outra sobre o Bumba meu boi. O que vem ao caso aqui é que ouvindo as fitas, eu acabava achando essa música. Era meio que um sinal em que, se eu achasse, o dia seria bom. E ouvia, rebobinava e ouvia três vezes. E então deixava rolar até ouvir a próxima fita. E a fita voltava a se perder entre as outras…


Toquinho, ‘Aquarela’

Day 28 – a song that makes you feel guilty

Essa música é de uma época em que eu mantinha uma postura ‘OK, fine’ pra tudo. Uma fase quando você não está crescendo, nem é tão adolescente assim e que você parece estar sendo puxado de um lado para o outro, num cabo de guerra que define quem você vai ser nos próximos dez anos. Acho que me saí relativamente bem dessa, afinal não me tornei um drogado foda, ou um hippie com três filhos morando na marginal Pinheiros. No fundo até que faz algum sentido.


Kaleidoscópio, ‘Tem que valer’

Day 27 – a song that you wish you could play

Queria poder me gabar menos, mas desde que tenha acordes, ou em casos extremos, uma bela cifra, eu consigo aprender qualquer música. Então não existe isso de música que eu gostaria de saber tocar. Existem umas crises pontuais como aprender a tocar e cantar junto ‘All my life’ do Foo Fighters, ou ‘Come as you are’, do Nirvana, ou Villa Lobos, ou essa parada inacreditável do Black Label Society. Acho que nunca me esforcei muito pra tocar Cartola. Talvez seja apenas sagrado demais aprender ‘Corra e olhe o céu’, por exemplo.


Cartola, ‘Corra e olhe o céu’

Day 26 – a song that you can play on an instrument

Aqui vai uma aula de rap acústico (aonde vamos chegar com essa autoestima, Brasil). Pegue seu violão. Coloque o capotraste (ou pestaneira, aquela pestana artificial, que a gente coloca pra facilitar) na primeira casa. E então toque Em, D9, C#m7/5-, C (recortei os desenhos dos acordes no Cifraclub antes de procurar se já haviam postado a cifra). É ela que eu venho tocando ultimamente quando pego o violão, mesmo que ninguém peça, é bom pra terminar o dia, depois de chegar em casa:


Criolo, ‘Não existe amor em SP’

Day 25 – a song that makes you laugh

Gente, sério, não existe isso. Pensei e repensei e pensei de novo. Não existe uma música que me faça rir. Então vou colocar uma do disco do Projota cujo início me fez rir da primeira vez que ouvi. Porque, como diz uma antiga professora de história ‘da primeira vez passa, da segunda embaça e da terceira perde a graça’, mas é uma boa música, tal qual o disco todo.

 
Projota, ‘A cama’

Day 24 – a song that you want to play at your funeral

Eu certamente escolheria Time has told me, ou então aquela do Music for imaginary movies, do Berry Weight (não confunda com Barry White) que sempre me dá um bom tapa na cara voltando do trabalho. Mas, digamos que eu estarei morto e não poderei escolher. O Wolvs disse que tocaria Iris só com o violão e faria todo mundo chorar (segundo meus amigos é a música que eu melhor sei tocar no violão), portanto, acho que é ela, embora eu não acredite que o Wolvs queira/consiga tocar uma música inteira. E embora eu não acredite em trilhas sonoras de velório, a propósito.


Goo Goo Dolls, Iris

Day 23 – a song that you want to play at your wedding

Fui num casamento certa vez em que cada casal de padrinhos tinha sua própria música de entrada, o que é muito legal pra eles e extremamente boring para os convidados. Claro que a Denise não deixaria eu entrar com a Cavalgada das Valquírias ou Jungle Boogie, então eu teria que encontrar um banda que tocasse alguma coisa do Philip Glass, o cara que fez a trilha de ‘As Horas’.


Philip Glass, Choosing Life

Day 22 – a song that you listen to when you’re sad

É, eu tinha esquecido o meme, depois de tantas reviravoltas por aqui. A sequência é essa, a música triste. Eu jurei que não ia repetir, mas fiquei com a preguiça extrema de ver todos os dias. Então é isso, “que diferença o dia é igual pra mim”, esse 4 do Los Hermanos poderia se perder no espaço e ser o maior compêndio de sentimentos humanos que já exisitu.


Os Pássaros, Los Hermanos

Day 21 – a song that you listen to when you’re happy

Eu lembro do clipe, sempre, e de umas tardes na rua, todo mundo de skate errando os flips, aquela inocência, o Caio tentando fingir que acertava a bateria da introdução, minha primeira banda, tanta coisa. Mas não é tudo sobre nossas memórias. Sempre que estou feliz eu quero ouvir o Blink pra lembrar que a vida é engraçada, dramática e nostálgica, nas suas devidas proporções.


Blink 182, First Date