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jabba

15 dias depois, mais um relato sobre esta tentativa de reeducação alimentar. É uma tentativa despretensiosa, mas que precisa dar certo. Acho que é porque eu preciso dar certo também. Foram 15 dias pouco mais complicados que os primeiros 21 anteriores. Digo isso porque aconteceu de sentir falta de algum sabor diferente num dia ou outro.

As tentações as quais acabei caindo foram 1 halls (não um pacote, uma bala mesmo) e uma banana num dia que cheguei no trampo e não tinham mais maçãs no cesto (agradecendo diariamente por estas frutas no trampo, sério). Ah sim, teve um dia antes de me pesar, que foi uma caralhada de melancia. Não sei porque julguei que não faria muita diferença.

Outra das tentações que me acometeram neste mês foi num dia que a Mari fez a degustação de doces finos para o casamento da Camila e do Danilo. Na ocasião, mandei mensagem pro Diego um tanto desesperado, como um ex crakeiro na porta da biqueira. Conversamos ali 3 minutos e me convenci a não comer nada, embora tenha provado um dedinho de cheesecake de frutas vermelhas, mas apenas porque não sabia qual era o sabor de um cheesecake e sempre ter sido julgado por esse fato (nota pessoal, o sabor é mágico).

Daí, na balança, menos 4kg. Decepcionei um pouco porque esperava mais. Principalmente por estar me sentindo tão bem. Subindo escadas, andando tranquilamente, quase correndo, não fosse meu tornozelo machucado.

Não me sinto menor, não me sinto uma pessoa emagrecendo, de forma alguma (ainda me olho no espelho enxergando o jabba the hut). Mas a diferença física é incontestável. Provavelmente também pelo fato de ter parado de fumar e beber e chegando ao segundo mês sem ressacas, note.

Estou seguindo em frente. Um abraço a todos os envolvidos.

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21 dias.

Eu comecei uma dieta restritiva com horários certos e comidas certas. Sem Trakinas às vezes. Sem batatinha Lays a cada compra no mercado. Aliás, passei a trocar o mercado pelo sacolão do Capão, que já tem umas saladas prontas bem firmeza, que precisam apenas de uns minutos no vapor, mas ainda assim de excelente custo/benefício (custam menos de 4 interinos).

Descobri que amendoim tem uma gordura boa. E descobri que era provavelmente a única pessoa do universo que não fazia ideia disso. Descobri o valor nutritivo do ovo cozido que, bem, não é lá minha melhor opção de comida durante o dia, mas salva bastante a tarde até jantar. Aprendi que montar minha comida diariamente pode não ser tão difícil assim.

Nesse ínterim, fui começar a tratar meu tornozelo também. Fiz ultrassonografia semana passada. O médico disse algo sobre os tendões estarem inflamados, mas foquei na parte do “tem tratamento, é tranquilo”. Ele me sugeriu andar de bike, caso queira começar a praticar algum esporte.

Outro fato importante desse mês de julho que passou foi ter parado de beber e, consequentemente de fumar. Passei a levar uma garrafa de água no ensaio de terça pra acompanhar a geral. Passei a ser careta nos rolês e conversar melhor, entender melhor o que se passa com cada pessoa. A bebida lubrifica relações de um jeito que a gente não consegue notar. Minha missão nesse estilo de vida novo é entender quem sou perante o mundo. Quem eu sou pros meus amigos, pros conhecidos. Pra daí pra frente ser uma pessoa que se relaciona melhor sem a necessidade de 10 latinhas prévias.

Até parece bem fácil falando assim.

Pois agora eu tenho uma balaça de traficante pra pesar meu arroz, eu guardo as gemas e faço omeletes com presunto e queijo pro Rodrigo (que segue no processo de ignorá-los até que estraguem e aí me pergunta se tem comida). Agora eu tenho uma ecobag que leva e traz meus potinhos dentro da mochila. Tenho uma garrafinha de Jameson que Duds e Leri trouxeram de alguma viagem, mas que agora armazena o shoyu que uso diariamente.

MANO, QUEM É VOCÊ? DEVOLVE O ROBSON!

Se você jamais imaginou esse texto vindo deste blog, não se assuste. Eu também não fazia a menor ideia que teria uma mudança dessas até que ela começasse. E, para tranquilizar mais, não falarei de quinoa ou de lichia aqui, primeiramente (fora temer) porque os detesto. Muito menos farei vlogs diários sobre minha dieta. Embora esteja tirando fotos de todo o processo, obviamente.

Foi uma decisão sobre estilo de vida mesmo.
A aceitação de que essa merda devia parar em algum momento.

Ah, quase me esqueço: emagreci 10kg.