Amigo, eu me desesperava

Eu queria certezas. Eu temo por elas, sofro por elas. Tudo o que pedi desde que não tive tempo de decidir que tipo de vida adulta eu levaria, tudo o que peço é alguma certeza. Uma dessas que me incomode, que conviva rechaçando suas dúvidas, porque é fato, não há lugar para o sossego, senão na tristeza.

Daí quando tudo parece ficar bem, vejo a própria Marla Singer me pedindo pra escorregar naquela caverna de gelo, com a fumaça do cigarro lhe encobrindo a cara, me dizendo especialmente pra seguir em frente que é a melhor saída pra tudo, que na verdade é a única saída pro autoconvívio.

Essas palavras não querem dizer nada além de uma fria e angustiante luta contra a noite.

E eu não posso ver um cara desconhecido mais de três vezes seguidas no mesmo dia sem achar que é o próprio Tyler Durden.

Uma cópia de uma cópia de uma cópia

Competindo arduamente com Beleza Americana e Franklyn (que preciso rever em caráter de máxima urgência), o Clube da Luta está no top 5 da minha vida. Não é só um filme de gente que briga, espero que vocês saibam disso. Se não souberem, por favor, aluguem, baixem, comprem. É desses filmes com personagens conturbados e problemáticos, com a história mais maluca e sensacional que conheci.

Definitivamente esse é o primeiro filme de minha lista.

Não é o primeiro da lista só pela história, mas sim por todas as cutucadas sobre a vida servil do homem moderno, sobre tudo que vai continuar fazendo sentido durante toda nossa vida. O Clube da Luta funcionou pra mim como aquele amigo punk que te leva para uma reunião do Comitê Anarquista de São Paulo na Av. Paulista (não sei se existe).

Foi o primeiro filme a me mostrar que existem coisas erradas demais no mundo que vivemos e como elas são mascaradas e fingidas para serem tratadas como normais e corretas.

E segue abaixo uma coleção de gifs do Clube da Luta. Não são todas as melhores cenas, embora todas sejam bem marcantes na história. Fica aí minha contribuição e uma boa oportunidade para rever o filme e lembrar do Helpful Tyler Durden:

Fiz isso com Requiem para um Sonho na era jurássica deste blog, just for the record.