A brand new start

*

E ouço meu coração discordar da mente pela primeira vez em muito tempo e dizer que vai dar tudo certo, pela simples descoberta de que ontem eu era só um garoto frustrado com o trabalho longe de casa e que hoje sou só um garoto com um trabalho melhor, digamos assim, há oito estações de metrô da minha casa. Sim, amigos, na mesma empresa, nessa mesma casa que me acolhe. Em 15 ou 20 dias, dependendo da doente daquela mina agilidade do RH, vou mudar de ‘filial’ para uma mais próxima de casa.

Isso invalida tudo o que vinha dizendo sobre procurar casas em Jandira —invalida também o fato de eu ter procurado camas box e estantes para livros como se minha vida dependesse disso— e agora só almejo uma melhor adaptação à velha cidade grande. O que significa (a) pegar metrô/trem e abandonar o carro durante a semana (b) me adaptar aos vale refeições mais baratos que o preço dos restaurantes, embora isso seja infinitamente melhor do que suportar aquela comida excêntrica** do refeitório daqui e (c) comprar uma mochila —que também já comecei a procurar como se minha vida dependesse disso etc.

E o rapaz do canto da platéia agora pergunta: ‘Mas, Robson, vem cá, então chega de murmúrios sobre o trampo neste estimado blog temperamental que tanto amamos?’ Quem sabe, amigo. O que posso dizer é que finalmente vou mudar para algo que me faça perder a cabeça, me dedicar, aprender, tudo de verdade, sabe, tudo mais real… ‘This is facts not fiction, for the first time in years’ [__].

A melhor parte de tudo isso é ter sido indicado por ter blogs há tanto tempo, por manter perfis em tudo quanto é rede, mesmo as que não uso (Plurk, I’m sorry, it’s not you, it’s me), por entender de um jeito menos superficial o que a internet quer dizer, por ser o cara que vai dar a idéia dos botões de compartilhamento no site e por todas aquelas estratégias de disponibilizar informação de maneira atrativa que ainda não sei exatamente como fazer, mas que vou acabar aprendendo por bem ou por mal.

Ainda não bati a sagrada meta de estourar no mundão com meu amigo Leo, mas esse, digamos assim, é um belo começo.

*A imagem eu achei no Objetos de Desejo
**O Leo é o gênio por trás do live broadcasting no refeitório.

FUCK YEAH, LOVE

O problema não é minha falta de apreço pelo Corinhtians, pelo contrário, tenho até certa estima pelos alvinegros. Meu avô era corinthiano, grandes amigos também são. É a porra da maior torcida do Brasil, velho, você não tem como estar em um debate sobre futebol sem a presença de alguns deles.

Tenho um pouco dessa idéia de pensar que o futebol é o ócio do povo, mas ela não vai muito longe, porque eu gosto de assistir qualquer jogo.

Mas tem essa parada que me irrita.

O que é realmente insuportável do corinthiano, é que o time do Parque São Jorge conquistou isso de decidir o jogo nos últimos minutos, o que faz o malandrão chegar no dia seguinte, estufar o peito e dizer a frase default da Gaviões:

-Com nóis é assim, sofrido memo, filhão, mas no final você tá ligado!

To ligado. Só que hoje, amigo, quem comemora é o Love.