Como encontrar/baixar músicas na internet

Sério, gente, meu irmão é um desses caras que sabe como usar um Facebook e conhece outras duas ou três redes sociais, mas ainda me pergunta “EM QUE BLOGS VOCÊ BAIXA CDS, ROBSON?”. Pois então, para ele (e para outro bando de gente que chegar por aqui procurando tutoriais de como encontrar música na internet) segue este modesto porém audaz “tutorial” que vai me fazer ficar rico e famoso com tantas pageviews, observe:

É preciso descobrir que não adianta você conhecer o blog que mais tenha discos postados ou o feed com mais blogs e discos. É preciso saber que os links dos servidores de download sempre acabam perdendo a validade, hora ou outra. Tudo o que você precisa é acessar a página inicial do Google e usar o campo de busca com parcimônia e destreza, seguindo esses três passos:



(1) nas primeiras aspas você deve escrever o nome do artista, da banda, do grupo, do rapper, do instrumentista, do dono do disco. Pode tirar as aspas caso o artista tenha um nome simples, como WILCO, PARAMORE ou RASHID. Para nomes compostos SEMPRE use as aspas. SEMPRE.

(2) Aqui você escreve o nome do disco. Sem segredos. Se tiver apóstrofos, tire. Troque sempre “&” (o tal do ‘e’ comercial) por ‘and’ se estiver em inglês.

(3) no último, você escreve o nome do seu servidor de downloads preferido, como o rapidshare, mediafire, 4shared, easyshare. Esses sites onde os homens de bem internet afora postam discos ripados em 320kbps cultivando assim o amor ao próximo.

Clique em buscar e roube seu artista preferido.

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mais um tutorial desnecessário para a coleção de sem vergonhices de SEO deste blog. Forte abraço a todos os envolvidos.

Google Reader, vasto Google Reader

Dessas redes, ferramentas e mídias sociais, sem dúvida a que utilizo com maior frequência é o Google Reader, este leitor de feeds RSS vinculado a uma lista de seus contatos que compartilham absurdos do R7, gif animados porn e memes notícias, links e imagens diversas. Você pode separar os feeds que assina em pastas por assunto ou interesse, como bem entender. Bem, como isso não é um tutorial, você pode ver como funciona através deste vídeo.

O fato é que eu acabei criando algumas regras particulares sobre os feeds que assino. Claro, tudo com um pouco de manias patológicas criatividade e algum bom senso:

  1. Se o site libera pelo feed apenas um resumo da notícia, eu não assino, com raras exceções (te amo Folha¹, amo vocês cartuns da New Yorker²).
  2. Se eu não costumo ler e apenas passo o olho pelos títulos, deixo de assinar o feed. É uma perda de tempo sem tamanho.
  3. Ao se tratar de sites especializados com o qual não tenho a menor relação, mas me interesso esporadicamente por seus subtemas genéricos, como astronomia, física ou política (shame on me), costumo seguir usuários que compartilhem só notícias interessantes relacionadas, o que me livra de ter que ler 14 artigos inteiros desinteressantes e encontrar apenas um parágrafo que valha a pena.
  4. Não acompanho feed de quase nenhum dos blogs que sigo através do Google Conect (o quadro de seguidores que está logo abaixo na barra lateral), com exceção dos amigos e de outros mais interessantes. Neste caso, o Connect serve apenas para incentivar o blog do fulano a se tornar algo utilizável um dia.
  5. Como estratégia para otimizar leitura, leio primeiro os itens compartilhados das pessoas que sigo, para só então partir para meus feeds. O que pode causar algum transtorno menor ao compartilhar duas vezes o mesmo artigo, mas é também uma forma de usar o cool hunting a seu favor.
  6. Em hipótese alguma uso a aba ‘Explore’, que indica feeds que você deve seguir e funciona como o Who to follow do Twitter (que indica o Tico Santa Cruz pra todo mundo e não precisa de mais explicações, certo?). Alguns feeds, ao assinar, deixam uma mensagem do tipo ‘você deveria seguir estes também’. Não caia nessa. Você vai querer tirar aqueles feeds da lista na semana seguinte.
  7. Só compartilho itens que realmente dou risada até chorar ou notícias com maior critério de apuração, sobre qualquer coisa que me interesse e que possa interessar a outro alguém.

São essas minhas manias estranhíssimas dicas.

So doente?

¹NOT
²Tem quem não ame esses cartuns?

Os malfeitores do Google

Os filmes de Hollywood sempre trataram como vilãs empresas megalomaníacas como a Luthor Corp, Stark Industries, Skynet, esse tipo de coisas. Isso porque o mundo que vivemos é apático e nada muito significativo acontece diariamente. É um mundo em que se trabalha a maior parte de tempo trancafiado em uma ou duas instituições empresariais, mal tendo tempo para ver o sol (ou a verdade que está) lá fora.

Por isso tantos filmes de ação inebriantes, por isso Batman, Homem Aranha e Superman nos confundem com tantos conselhos, por isso aquela receita certeira de filmes homem-derrotado-muda-de-vida-extraordinariamente-e-salva-o-mundo. Porque precisamos de uma história que salve o mundo por nós, precisamos de zumbis para ter medo de algo além da escuridão do nosso futuro desconhecido, precisamos do Bruce Willis saindo do carro num cavalo de pau e atirando, porque os tiozinhos de 55 anos que conhecemos estão mais preocupados em se aposentar dignamente e ser bem cuidados pelos filhos quando o Alzheimer bater.

Porque a vida, resumindo, é entediante demais pra ser contada.

Todo este ponto que estou tentando provar é para defender a empresa vista pelos criadores de correntes de email teorias conspiratórias como a mais assustadora forma de dominação possível: O Google. Empresa que, ao invés de divulgar suas ações sociais, solta um videozinho no Youtube explicando onde foram parar suas contribuições para a humanidade em 2010:

É aquele negócio do jogador de futebol que ganha milhões pelo mundo, cria uma marca multimilionária e abre escolinhas de futebol no bairro humilde onde morou quando pequeno, para dizer ao mundo que se importa com algo além de seu carro, as vadias e a balada sem controle. E o mundo segue nessa ironia de que isso faz do jogador em questão um humanitário, envolvido diretamente com a causa social da qual é fruto. Não é. Se ele se interessasse, montaria um centro educativo, reformaria quadras públicas, ruas, casas, daria uma vida decente aos seus e não apenas a remota possibilidade de uma. Porque quem quer fazer alguma coisa pelo mundo não abre escolinhas com o troco do IPVA, nem se reúne na Paulista com 20 fãs achando que vai mudar muita coisa. Mas esse é assunto para um outro dia.

O Google e algumas outras empresas perdidas por aí sabem do valor que existe em construir 15 mil escolas na Índia, ou vacinar 50 milhões de crianças no mundo todo contra polio. É absolutamente o contrário do que ‘aprendemos’ nos filmes e muito mais do que se espera da atual maior companhia do mundo.

E o lado bom que sobra disso é que, se num futuro distópico qualquer eles usarem nossos dados pessoais para criar uma sociedade mentalmente aprisionada, talvez um dia possamos ver tiozinhos como Bruce Willis por aí rodopiando carros e descarregando suas uzis contra agentes do governo.