Mudanças e idéias pro caderno

Daí que mudar pro WordPress sempre me traz algumas lembranças terríveis dos meus antigos blogs com layout perfeito e sem nada pra dizer.

Acho que a proposta muda, quando comecei este blog era mesmo pra escrever aforismos e guardar posts como recordações de uma época que ainda estou vivendo. O que me livra de surrar a criatividade atrás de títulos carismáticos para os mecanismos de pesquisa, ou de checar o Analytics como um viciado.

Continuo com a idéia de criar aquele portal de blogs de amigos – virtuais, claro, uma vez que 98% dos amigos físicos não tem blogs -, mas sempre me perco pensando na equação abaixo:

Valor da hospedagem + Parcela atrasada do carro + Convites + Criar o Layout = não vai acontecer

Outra idéia que falei pra Chiba dia desses é montar uma empresa de bom senso na internet. Partindo do princípio que alguns empresários, artistas e modelos de negócio do tipo lojinha de bijouterias ou assessoria de imprensa não entendem nada de como utilizar a internet a seu favor, minha idéia é criar algo com um slogan do tipo: você sabe que precisa de presença na internet, mas não faz idéia? Ligue!

A última é simples, um podcast sobre influências com meu amigo Jefferson. Entrevistar grafiteiros, políticos, blogueiros e donas de casa anônimas na mesma vibe, pra saber o que eles estão ouvindo, lendo e assistindo. Discussão cultural amadora, conversas beirando o ridículo e toda a galhofa de sempre. Formato quinzenal, de uma hora. A prioridade número um: não copiar a abertura do nerdcast.

Claro que são idéias para morrerem lindamente ilustradas e estruturadas apenas no meu sketchbook.

Pegamos uns filmes também

Simplesmente Complicado, com a versátil da Meryl Streep interpretando uma mãe divorciada, o Steve Martin – que comecei a chamar de Leslie Nielsen Jr. – num papel meio derrotista e o deselegante do Alec Baldwin fazendo piadas sem graça como no 30 Rock. Se eu assistir mais um filme com a Meryl Streep cozinheira, sério, me mato.

Coração Louco, com o Jeff Bridges, inspirado em um livro que ainda não descobri. Sobre a história de um astro falido da música Country, um renegado, um true.  Esperava que fosse uma história real, por conta do roteiro meio lento que faz sentido quando é o Johnny Cash ou o Elvis, mas não quando é um Bad Blake, Bad Who? Bem, até agora achei pouca coisa sobre. De qualquer forma, o filme tem uma excelente fotografia e trilha sonora com umas músicas do Jeff Bridges mesmo. Me fez baixar novamente uns discos do Hank Williams.

Um Homem Sério, filme em que os Irmãos Coen tentam te confundir, criar causalidades em casualidades e jogadinhas de câmera, com a moral de dizer “aceite o mistério”. Gostei do humor negro das situações, da idéia do “até quando?” do Bukowski, dos anos 70, não curti o jeito de não te explicarem nada direito.