Livros e filmes de fevereiro

Fevereiro foi um mês curto, de poucas ideias, de algumas neuroses, crises semanais intensas que começavam assim que terminava de subir os quatro lances de escadas até chegar no meu apartamento sempre lotado de gente falando, conspirando, sonhando, prometendo. O pior problema de fevereiro certamente foi não ter refúgio, não se sentir em casa em lugar nenhum, nem com ninguém.

“Tudo na vida é um país estrangeiro”, Jack Kerouac, um monstro na arte de sacar gente que não se encaixa.

Seguimos em frente fingindo que tá tudo bem, que o futuro está garantido e que a gente sempre vai ter pra onde correr quando tudo ruir de novo na nossa cabeça. Caso alguém encontre a minha fé na humanidade perdida por aí, guarda num potinho e reserva que eu pego no fim de semana.

Beijos de luz.

Livros
A Sangue frio, Truman Capote ★★★★★
O diabo sempre vem pra mais um drink, Nenê altro ★★★★

Filmes
O segredo dos seus olhos ★★★★★
Medianeras ★★★★★
O Regresso ★★★★
Spotlight ★★★★★
Creed ★★★★★
Orfeu ★★★
Donnie Darko ★★★
Stille Hjerter ★★★

Séries
Z Nation, season 2 ★★★
Fear the Walking Dead, season 1 ★★★

leituras

Minha lista definitiva de leitura é a meta que tenho mais clara para este ano. “Minha lista definitiva de leitura” é uma planilha que eu mantinha em segredo no meu Google Drive, como se ele estivesse naquelas caixas de recordações junto de flores desbotadas e cartinhas que deveriam ter sido rasgadas.

A lista compreende sugestões de Fefa de 2014, mais um monte de literatura nacional que a gente com mais de trinta anos pena para recordar. Mais aqueles livros que a gente passou trinta anos sem ler porque, bem, porque a gente arruma uma desculpa e se agarra neste galho como se ele estivesse preso a uma árvore, mesmo sabendo que ele não está.

A Minha lista definitiva de leitura tem 118 livros. Mais de dois por semana. Pra eu não levar a sério mesmo, mas pense que se eu ler metade já será um ano maravilhoso.

O Sebo de Custódio

Comecei uns tempos atrás um processo pesado de me desfazer do que não uso. O processo de sempre. Foi-se o baixo, foi-se o Playstation 2 (vendido por um valor que não dá pra pagar uma das 12 parcelas do PS4). Pilhas de roupas e cds. Vinis que ouvi uma vez e larguei. Uma sacola de livros. Bem, a sacola eu guardei por um tempo.

Daí esses dias fui me desfazer dos livros. Ia fazer uma doação numa instituição para crianças com uma doença terrível da qual não me lembro o nome (estou na sétima temporada de Grey’s Anatomy e não lembro o nome de uma doença. Alzheimer mandou um abraço). Antes disso, fui até dois sebos amigos ver quanto valia a sacola de livros. Não preciso explicar essa, vai. No fim das contas não consegui vender porque prefiro doar a me desfazer dos livros por um preço irrisório. De qualquer forma, segue um relato deste dia maravilhoso.

O primeiro sebo era desses chiques, com papelaria, material escolar e tudo mais. Funcionários treinados subindo em escadas seguras, livros em bom estado, gente afetuosa demais segurando o riso pelos meus pobres e amarelados exemplares. Não aceitaram a sacola, obviamente.

Estava com receio do outro sebo. Conheço o dono das vezes em que estive lá. Certamente o ser humano mais caricato dentre os donos de sebos. Vamos chamá-lo de Custódio, porque me parece um bom nome para um dono de sebo caricato. Custódio não sabe formar palavras sem embaralhar sílabas. Custódio é um cara de meia idade visivelmente confuso, que te deixa esperando mesmo que você tenha os livros escolhidos em mãos e só queira pagar. Seu caixa consiste numa mesa com uma tela e uma calculadora. Por detrás dos livros empilhados num corredor onde só passa uma pessoa por vez ele faz uma consulta em alguma espécie de sistema especializado para sebos (foi o que pensei da primeira vez) e lhe dá o valor final. Se formar uma fila você vai precisar dar a volta no sebo inteiro pra encontrar um corredor vazio onde consiga sair dali. Dá pra processar por cárcere privado, inclusive, fica a dica. Não, sem dicas! Pobre Custódio.

Seu tratamento com o público é perspicaz. Se você está procurando por um livro específico, Custódio diz que acha que tem, te deixa um cartão de visita impresso em folha sulfite e pede pra você ligar de volta pra confirmar. Sim, ele te expulsa do sebo com um número e a probabilidade dele jamais lembrar de procurar o seu livro. Custódio não deve receber muitos telefonemas.

Outro interessante ponto do sebo de Custódio: nada que está ali foi organizado de maneira alguma. E não estou apenas imaginando coisas. Enquanto esperava ele debater qualquer coisa com o único funcionário do local (outro caricato, ouvindo sem fone de ouvido seu funk e gangsta rap nacional na mesa do caixa e reclamando porque queria sair cedo pra encontrar a namorada), uma cliente apareceu pedindo livros de serviço social:

– Moço, boa tarde, vocês tem livros de serviço social?
– “Sevicial”, “Sevicial”… “Sevicial” né? Acho que temos alguma coisa de “Sevicial” sim, tem alguma coisa por aí sim.
– Eles estão separados por tema? – diz a moça muito tempo depois, após conseguir relacionar “sevicial” a “serviço social”
– Não, não tá separado não. Não tive tempo. Mas pega meu cartão, dá uma ligada com os títulos que você precisa.

Faz dois anos que conheço o sebo. Nesse biênio de provavelmente muita conversa perdida com seu único funcionário e certamente envolvido por todo aquele funk e gangsta rap nacional, Custódio jamais encontrou tempo de organizar seu acervo de 35 mil livros. A propósito, a informação sobre a quantidade de livros eu consegui sem ao menos perguntar, assim como o fato dele não ter dinheiro naquele dia porque teve de pagar muitas contas. Aparentemente, Custódio acha o máximo perder o pensamento nessas pequenas conversas.

Da última vez que estive lá tirei a prova sobre o sistema especializado de sebos usado para chegar no valor cobrado pelos livros. O preço dos produtos é formado a partir de uma conta simples: Custódio lê o título, digita no Google e abre o primeiro site que esteja vendendo o livro. Desconta 10 reais e aí está o preço final. Pode ser o Maktub ou a coleção completa dos escritos de Freud. Você vai pagar dez reais a menos. Imaginei a possibilidade de Custódio lhe devolver  troco caso o livro custe oito reais, por exemplo.

Está mais do que na hora de escrever uma carta ao Luciano Huck pedindo um fonoaudiólogo e um curso de biblioteconomia a Custódio. Eu faço a minha parte.

(este post corresponde ao ‘Day 17 – Descreva um lugar ou alguém que não goste’ do 30 days writing challenge do blog Spleen Juice.)

Colaborar, não competir

O fulano de tal que costumava redigir os textos deste blog está participando de um livro colaborativo pela DVS Editora e acaba de postar a terceira parte da história (e começou a escrever em terceira pessoa o que só corrobora a tese de que ele está enlouquecendo aos poucos).

[Para contextualizar, o personagem é um brasileiro morando em Portugal e está voltando ao Brasil na tentativa de recuperar uma herança deixada pelo seu tio, cuja cláusula única é casar-se com uma mulher católica. Quem quiser ler as primeiras partes, estão aqui nas veias abertas do facebook]

No caminho para o aeroporto encontro Rafaela, aquele amor perdido que surge numa dessas noites perdidas em que você pouco se reconhece ao olhar no espelho daquela matinê do aniversário do seu primo. Aquele amor que ainda com todos os pontos contra passa dois anos tentando fazer você entender que ternos risca de giz e o foursquare não valem mais a pena. 

Trazia o melhor de si naquele vestido alaranjado e cheio de estampas ridículas, pensei que talvez ela soubesse de minha partida e fosse tentar algo novo, uma ultrarrápida escapada no banheiro público da praça central ou um apelo dramático que venceria qualquer premiação de performance em reatar relacionamentos – caso existisse uma premiação babaca dessas. 

Olhou pra mim e disse ‘oi’, seguindo em frente sem parar. Como se houvesse visto um vizinho distante ou um estagiário temporário de um ex-emprego. E, bem, eu era o estagiário – Ou o ex-emprego, dependendo do seu ponto de vista. 

Um silêncio ensurdecedor se fez presente. Minha cabeça não estava preparada para o descaso, logo agora que preciso de alguém para preencher este vazio que existe em mim, digo, em minha conta bancária etc. “Dois anos juntos e ela nunca usou o maldito vestido laranja”, foi o primeiro pensamento após todo esse hiato mental – coisa de três ou quatro segundos, chutando bastante alto. 

Aquele vestido laranja dizia algo além de marcas voluptuosas no corpo da moça, obviamente. Dizia quem eu era anos atrás quando entrei naquela loja de departamento a procura do primeiro presente de aniversário de namoro e de como foi sentir-se parte distante de si mesmo, de encarar aquela visão de mundo parcial e desconexa, enfrentar a cada dia um novo porém, não só pela garota, mas porque poxa, a vida parecia mais promissora antes dela e você ainda ficava afim de fazer check-in no foursquare e ganhar uma badge constrangedora, entende? E de repente se via abandonar toda sua história ao parcelar no crédito aquele pequeno e atual sonho de outrém. 

No minuto inteiro em que passei olhando pedaços da cidade pela janela do avião ainda parado, percebi que Rafaela era o ícone maior das coisas que eu deixava pra trás, as certezas que foram vencidas pelo tempo. No momento daquele ‘oi’ sem grande atenção, Rafaela deixara de existir, Portugal deixara de existir. Naquele instante eu era apenas o Brasil, a grana do tio, minhas notificações no celular e um senhor obeso no banco ao lado que certamente deveria ter comprado um assento extra.

A vida, o universo e tudo mais

Peguei para reler O Guia do Mochileiro das Galáxias depois que a Mariana fez uma associação leve sobre o início da história com essa brand story do Bruno.

É possível que o humor às vezes quase imperceptível de Douglas Adams seja uma das mais evidentes influências que eu tenha na vida depois das cartas que meu pai escrevia à minha mãe quando eu era um bebê (e um dia devem estar neste blog, promessa feita).

Portanto, eis aqui a introdução de seu livro mais famoso (do Douglas Adams, não do meu pai):

Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido.

Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivos que ainda acham que relógios digitais são uma grande idéia.

Este planeta tem – ou melhor, tinha – o seguinte problema: a maioria de seus habitantes estava quase sempre infeliz. Foram sugeridas muitas soluções para esse problema, mas a maior parte delas dizia respeito basicamente à movimentação de pequenos pedaços de papel colorido com números impressos, o que é curioso, já que no geral não eram os tais pedaços de papel colorido que se sentiam infelizes.

E assim o problema continuava sem solução. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.

Um número cada vez maior de pessoas acreditava que havia sido um erro terrível da espécie descer das árvores. Algumas diziam que até mesmo subir nas árvores tinha sido uma péssima idéia, e que ninguém jamais deveria ter saído do mar.

E, então, uma quinta-feira, quase dois mil anos depois que um homem foi pregado num pedaço de madeira por ter dito que seria ótimo se as pessoas fossem legais umas com as outras para variar, uma garota, sozinha numa pequena lanchonete em Rickmansworth, de repente compreendeu o que tinha dado errado todo esse tempo e finalmente entendeu como o mundo poderia se tornar um lugar bom e feliz. Desta vez estava tudo certo, ia funcionar, e ninguém teria que ser pregado em coisa nenhuma.

Infelizmente, porém, antes que ela pudesse telefonar para alguém e contar sua descoberta, aconteceu uma catástrofe terrível e idiota, e a idéia perdeu-se para todo o sempre.

Esta não é a história dessa garota.

É a história daquela catástrofe terrível e idiota, e de algumas de suas conseqüências.

É também a história de um livro, chamado O Guia do Mochileiro das Galáxias – um livro que não é da Terra, jamais foi publicado na Terra e, até o dia em que ocorreu a terrível catástrofe, nenhum terráqueo jamais o tinha visto ou sequer ouvido falar dele.

Apesar disso, é um livro realmente extraordinário.

Na verdade, foi provavelmente o mais extraordinário dos livros publicados pelas grandes editoras de Ursa Menor – editoras das quais nenhum terráqueo jamais ouvira falar, também.

O livro é não apenas uma obra extraordinária como também um tremendo best-seller – mais popular que a Enciclopédia Celestial do Lar, mais vendido que Mais Cinqüenta e Três Coisas Para Se Fazer em Gravidade Zero, e mais polêmico que a colossal trilogia filosófica de Oolonn Colluphid, Onde Deus Errou, Mais Alguns Grandes Erros de Deus e Quem é Esse Tal de Deus Afinal?

Em muitas das civilizações mais tranqüilonas da Borda Oriental da Galáxia, O Guia do Mochileiro das Galáxias já substituiu a grande Enciclopédia Galáctica como repositório-padrão de todo conhecimento e sabedoria, pois ainda que contenha muitas omissões e textos apócrifos, ou pelo menos terrivelmente incorretos, ele é superior à obra mais antiga e mais prosaica em dois aspectos importantes.

Em primeiro lugar, é ligeiramente mais barato; em segundo lugar, traz impressa na capa, em letras garrafais e amigáveis, a frase NÃO ENTRE EM PÂNICO.

Mas a história daquela quinta-feira terrível e idiota, a história de suas extraordinárias conseqüências, a história das interligações inextricáveis entre suas conseqüências e este livro extraordinário – tudo isso teve um começo muito simples.

Começou com uma casa.

Schoppenhabibs

Arthur Schoppenhauer é um filósofo alemão do século retrasado que previu a possibilidade de sua obra ser traduzida para um monte de países e picada em livrinhos pocket que você encontra em gôndolas de supermercado com a frase “escreva seus próprios livros dignos de serem traduzidos e deixe outras obras como elas são”. O tradutor brinca com isso na edição que estou lendo de A arte de escrever, da L&PM.

Sinceramente, acho que é a primeira vez que leio essas introduções do tradutor, que são geralmente desnecessárias, embora neste caso tenha servido para me preparar para toda a metalinguística do malandro.

Daí que, no feriado fui no Habibs, enquanto a Denise me esperava em casa. Levei o pocket pra ler enquanto esperava meu pedido e, antes de me sentir completamente retardado por estar lendo Schoppenhauer no meio da algazarra de crianças curtindo um mini barco viking no Habibs do Capão Redondo, o autor me deu a deixa:

“Diante da imponente erudição de tais sabichões, às vezes digo para mim mesmo: Ah, essa pessoa deve ter pensado muito pouco para ter lido tanto (…) sinto a necessidade de me perguntar se o homem tinha tanta falta de pensamentos próprios que era preciso um afluxo contínuo de pensamentos alheios, como é preciso dar a quem sofre de tuberculose um caldo para manter sua vida”

Guardei no bolso e ainda não tive a moral de voltar a ler.
E desculpem , tô sem cabeça pra achar um título melhor para esse post.

Outra leitura

“Acho que ler um livro é importante para você não estar aqui nem agora. Para você não ser você por um tempo. Para você ser os outros e habitar outros lugares durante o tempo em que estiver lendo. E, quando você voltar ao aqui e ao agora, a você mesmo, voltará com os olhos muito mais aguçados (…) Fala-se muito que temos uma grande afeição ao caos, que o mundo é informe e que a arte daria forma às coisas. Na verdade, temos pânico do caos. Nós não conseguiríamos viver sem alguma ordem na nossa história. E o que a literatura faz é desordenar um pouco isso, mostrar outras maneiras de organizar nossa vida”.

Beatriz Bracher, escritora, em trecho citado na última coluna da Eliane Brum em 2010, pela revista Época.

Livros digitais e meu presente de natal

A questão dos livros digitais me deixa curioso, mas raciocine comigo: as pessoas vão aceitar comprar arquivos de livros digitais por 20 ou 30 mangos? Apesar de saber que é um modelo de negócio e os investidzzzzz… Sou descaradamente a favor da MP3zação do e-book.

Então minha fissura pelo e-book reader finalmente despertou quando encontrei o Reader Daily Edition da Sony. Ele não tem essa besteira do Kindle de ler apenas os arquivos vendidos pela Amazon e custa o preço de uma consciência tranquila, que convertidos a nossa moeda soa algo como 500 reais. Mas isso se você tiver um amigo que viaje para o exterior e traga. Isso se você comprar com a cotação do dólar de hoje. E isso se você aguentar a espera até ele ser lançado, porque só agora descobri que é pré-venda.

Tantos poréns e uma Santa EIfigênia tão perto de mim.

About a boy

Nesse final de semana terminei o segundo livro do Nick Hornby, ‘Um Grande Garoto’. Livro que, tal como Alta Fidelidade, virou filme retrato-de-uma-geração.

Confesso ter achado meio enfadonho todo aquele clima do sujeito vagabundo que não entendia a vida mesmo depois dos trinta – como se em alguma idade a gente pudesse compreender tudo -, mas o livro começa a embalar pela forma que a história é contada a partir de diversos pontos de vista. Do vagabundo trintão, do garoto que usa uma lógica ortodoxa para lidar com situações corriqueiras, de sua mãe depressivo-maníaca, até do Kurt Cobain em fase terminal.

Ao final de tudo, uma história simples de famílias desestruturadas e um personagem alheio a humanidade (ah, os valores contemporâneos!) se torna uma trajetória emocionante de confiança, respeito e aprendizado, escrita no melhor estilo que o Nick Hornby sabe fazer, ilustrando cenas com músicas, nomes de cantores e jogadores do Arsenal.

Ontem Rousseau me disse…

No ínicio, o mundo era de todos. Não havia motivo para qualquer cidadão colocar uma cerca em uma área de terra e determinar que aquele espaço lhe pertencia. O homem era dotado de instintos animais primários que não o distinguiam de qualquer outra espécie. Lutava apenas com outros animais pela preservação da vida. Em A Origem da Desigualdade entre os Homens, Jean-Jacques Rousseau dichava destrincha o começo da história da humanidade e como chegamos ao ponto que hoje vivemos.

Em um discurso detalhado, ele questiona o que torna o homem selvagem um verdadeiro primata e o homem civilizado acima dessa posição. O que ele conclui é que o homem civilizado só conseguiu adqurir vícios e males inimagináveis ao homem enquanto simples animal. Isso foi amadurecido através da criação da linguagem que deu origem ao pensamento e, posteriormente, à lógica.

Outro importante ponto que ele me disse foi sobre o trabalho, sobre o sistema de servidão criado pelos primeiros ricos que fez com que os pobres nutrissem sonhos que nunca seriam concretizados e aceitassem a escravidão como algo essencial para sua inserção na sociedade. “Ninguém é mais escravo do que aquele que se julga livre sem o ser” (Goethe).

Rousseau é um cara mais gente fina do que eu imaginava.