mais uma meta, cara?

Tem algo com a terça-feira. Na verdade tem algo com essa terça-feira. Acordei tarde, ressaca do fernet. Com a pequena tristeza das manhãs que você simplesmente quer ficar na sua cama até não ter mais jeito e os gatos passarem a insistir para que você levante.

Nada se fará sozinho.

E você levanta e vai ver o dia, ele é cinza e confuso, como todos os outros dias. As pessoas estão cada vez mais mal humoradas. Teco* disse pra gente fazer uma banda. Disse que as pessoas estão em estado de guerra. Que é preciso encontrar a paz. Teco me pediu opinião sobre a ponte do violão, elogiou o Takamine que não é meu.

Teco é gente fina pacas.

Dentre outras fitas, Teco disse que todo primeiro dia do ano faz uma lista de afazeres para o ano que começa. Estampa na porta do quarto, como metas a serem cumpridas, metas das quais ele vai olhar todo dia em que sair do quarto. Achei uma ideia excelente. Acho que já tinham me dito algo sobre isso, mas não confio muito em gente que leu ‘O segredo’, desculpa gente.

Foi então que passei um tempo inacreditável tentando escrever a lista. Eu. A pessoa que não consegue finalizar um post no próprio blog por motivos de falta de prática. Falhando miseravelmente em concluir coisas escritas. Então para o ano seguinte, ainda que as pessoas tenham relativamente desistido deste espaço virtual com meu nome e algumas ideias confusas, a meta para 2016 até o momento é:

1. escrever no blog no mínimo quatro vezes por semana.

A quem eu quero enganar?
Jamais saberemos.

* O Projeto 2005 foi banda de abertura~ no show do Teco Martins em Santos no final de semana, vale dizer.

Status das metas descumpridas

Postei uma lista das metas das férias e já comecei mal ao perder a sessão dupla do in Edit na sexta talvez com os dois únicos filmes que eu gostaria de ver na mostra, um sobre o Lost Poets e outro sobre a cultura folk nos anos 60? Talvez.

Poderia descontar o problema dizendo que prefiro ficar em casa passando o tempo com qualquer outra coisa inútil, mas o fato é que eu tentei duas vezes e desisti depois de falhar miseravelmente.

Na primeira tentativa, eu iria até Pinheiros ver os preços de um pedal para guitarra, um teclado controlador e consultar a reforma da guitarra. Bem, digamos que eram duas horas da tarde e eu só consegui chegar no Largo da Batata às 16hpouco, desistindo antes de chegar na Henrique Schaumann, se é que alguém conseguiu chegar aquele dia.

Esse tópico musical eu consegui, uma vez que acabei comprando o controlador no sábado e vendo o preço da troca de captadores para a guitarra no mesmo dia, embora não tenha sido exatamente como eu esperava.

E então, na sexta, iria ao MIS, num workshop sobre produção de vídeo, aguçado pela quantidade de clipes que vejo e parecem não ter fio condutor, ou serem variáveis de uma câmera na mão e uma idéia na cabeça. Claro, o cara tem uma idéia deslumbrante, executa em duas cenas
e depois tenta enrolar os outros 4 minutos de vídeo com qualquer bobagem.

Quando percebi que não iria chegar a tempo do workshop, decidi ir até a Matilha Cultural onde ia rolar a sessão dupla e onde, num misto de mal entendidos com o dono do estacionamento, os horários da Denise e da sessão, acabou não rolando. Nem pelo torrent, o que é bem mais triste.

Pois os dois primeiros tópicos falharam, not a big deal, eu diria. Ainda sobram meu MTB, os westerns, o livro, o Insanity. Bem, talvez o próximo post eu fale sobre como desisti deles também.

Tudo das últimas semanas

Primeira noite sem preocupação de trabalho no dia seguinte. Férias, finalmente. Adiaram, não pagaram, mas cá estou eu em casa com minha “galera”, que se resume em uma pizza, uma garrafa de vinho, o HDMI, e uns 14 Lucky Strikes.

Não sei marcar exatamente o ponto em que as coisas pareceram mudar de lugar. Mas de repente tudo mudou, como naqueles clichês de pagode do Chrigor. Tem a ver com vir trabalhar mais perto de casa, eu sei, me reacostumar ao trem e sentir pena de quem precisa ir para o trabalho de carro, sem julgar, mas poder pegar o trem com sono e lendo aquele Montaigne foi meu grande acontecimento desse ano.

A semana conturbada do meu aniversário também ajudou. Entrou tanta coisa na minha cabeça que agora estou conseguindo filtrar o que deve ser útil manter por aqui. Só não tenho mais certezas. De nada. E nunca me senti tão bem a respeito de tudo.

Deixei de postar com frequência, mas preciso arrumar um jeito. Talvez quando terminar Friends (Estou na oitava temporada, o Joey está apaixonado e, olha, acho que vou ver tudo entre hoje e amanhã do jeito que isso anda).

E entrei no antigo blog da minha banda de seis anos atrás, lembrei de uma época que me achava o mais legal da banca por ser um poeta de versos sem sentido. Constrangedor lembrar dessas coisas. E não, nunca gostei de Legião direito.

Então, vá lá, as pequenas metas das pequenas férias:

  1. Ver três filmes no in-Edit (o Duardo me recomendou chamado The Last Poets, Made in Amerikka, um filme sobre o clubinho de poesia do Gil Scott Heron. Daí pra frente me empolguei e vou listar três pra assistir)
  2. Fazer um orçamento da manutenção da guitarra em algum Luthier da Teodoro
  3. Tirar meu MTB (ainda tenho traumas da faculdade, mas já faz cinco anos e eu entrei numas de que preciso superar)
  4. Fazer uma semana de Insanity, aquele programa de exercícios monstruosos que os moleques assistiam na Cultura pra ver as mulé alongando.
  5. Começar o livro novo, revisar o velho (se eu achar o arquivo) e ver quanto custa uma impressão estilo pocket book.
  6. Assistir sete westerns (ainda a escolher)

Já que fico por SP, vou marcar algumas coisas que não faço faz tempo, tipo ver os instrumentos na Santa Ifigênia e testar amplificadores valvulados que nunca vou comprar. Comprar um boné sem marca, se ainda existir aquela loja de bordados na galeria do Rock. Comer a mortadela do mercadão, talvez com meu pai, olha, que idéia. Talvez seja a hora certa de tirar proveito do Google Calendar.