Merdas teóricas

Eu hoje classifiquei duas pessoas das maneiras mais legais pelas quais eu classificaria pessoas e acabei perdendo aquele embate ideológico com F. e J. em que dizia que elas julgavam demais os livros pelas capas.

A primeira vítima de minha categorização foi o-cara-que-parece-um-vídeo-do-youtube, um fulano tão assumidamente caricato que faz de sua vida um imenso zorra total repleto de jargões e frases feitas e deboches na cara da sociedade como uma espécie de Brendan que não deu certo por motivos de pura falta de sorte.

A segunda foi a-moça-que-lhe-partiria-o-coração-em-segundos e essa já é bem autoexplicativa, mas vem muito de encontro ao que eu estou evitando na vida, ou seja, problemas de cunho sentimental que eu adoraria ter, embora esteja evitando e preferindo muito mais o meu netflix maneiro e toda a misantropia que a sociedade me ensinou.

Obviamente continuarei dizendo que elas julgam demais as pessoas pela capa, o que obviamente é também um julgamento e a gente segue assim criando conceitos sobre conceitos e preconizando o inevitável saber que eu continuo fazendo merdas teóricas demais nessa vida.

Misantropia é a palavra

Certa vez um amigo da roda comentou que conseguiria telefones Nextel mais baratos, se pelo menos quatro de nós comprassem juntos.

O que seria maravilhoso, do ponto de vista dele, era que poderíamos chamar uns aos outros a qualquer momento do dia, onde quer que estivéssemos, com aquele beep tão pouco constrangedor.

Tudo isso por menos de 800 reais, sem mensalidade, até 2012. E com o fim do mundo e tal, não precisaríamos de um novo plano desses nunca mais. OK, a parte apocalíptica foi o que me passou na cabeça.

-A gente ia rir o dia inteiro, ô, ia ser da hora, fala aí – exclamava imperioso
-Mas, mano, eu poderia te ligar qualquer hora do dia que eu quisesse – digo, quebrando o clima

‘Se eu quisesse’ foi a frase final dita nas entrelinhas. Aí nego fica doído, ‘não, beleza, só achei que a gente ia poder conversar mais’ e me dá certa pena até mudarmos de assunto.

Bom senso, dude, bom senso.

Eu ia comentar esse causo no post do blog da Karina, mas acabou ficando grande demais. E não vou forçar a barra no comment box dela, certo?