Droga, ‘N’

Era uma noite fria de outono, me encaminhava à casa de Leo Pollisson para encontrar amigos, tomar cerveja razoavelmente gelada e comer pizza de forno (e ouvir forró (?) Bem isso foi uma consequência que não vem ao caso aqui). Era noite. E era fria.

Vagava pelas ruas um tanto desertas de sábado à noite numa Brasilândia que começava a lembrar o velho oeste. Denise estava no carro comigo e conversávamos algo que não me lembro bem:

-…mas fulano é um músico fajuNto — eu disse.
-Fajunto? hahah, é FAJUTO — ela me corrigiu.
-Que fajuto, enlouqueceu? FaJUNTO! (a entonação era muito importante)
-Vamos tirar a dúvida quando chegar lá.

E aí, óbvio, todos me alopraram insistentemente endossados por meus 26 anos e meu diploma de jornalismo. desde então a palavra perdeu a graça, era “fajuto”, uma palavra toda nova, mas sem paixão, não era mais aquele fajunto moleque que eu aprendi errado na escola.

Essa é a história de uma garota nova que sem nada na cabeça quanto mais nessa cachola, anda dizendo por aí: “eu sou a tal” de como perdi a simpatia por uma palavra por causa de uma letra ‘N’.