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Eu: ninguém é mais sentimental que a gente amica

Shhu: <3
o foda é que eu tô tentando entender o meu modos operanti
tipo onde o monstro começa a nascer, etc
pra evitar a fadiga nos próximos capítulos da vida
(acho que é o certo modus operandi, na verdade)

Eu: (é isso! hahahahh)
é, o meu eu descolei. eu me perco nas pessoas. mas tipo me perco muito. passo duas semanas e é como se estivesse junto há cinco anos. parece bonitinho, mas só fode a gente.

Shhu: É ISSO!
nossa, cara, é muito isso
o foda é quando a pessoa ainda faz pézinho pra você pegar impulso e mergulhar mais fundo, né?
ai você vai com todo impulso, achando que vai dar um triplo mortal carpado perfeito, e no fim bate a testa no fundo da piscina de chorume
fuééén

Eu: sim e aí vem o problema que as pessoas não entendem o peso de compartilhar um tempo de vida com o outro. fazem pezinho. compram a escada. e vc sobe, às vezes elas sobem junto, mas a escada é delas. elas descem a qualquer momento e vc pode ficar lá sozinho e ter que se jogar e dar de cara no chão.
“suponho que estamos alto demais, pra que diabos inventamos subir aqui

Shhu: essa metáfora da piscina é ótima
hahahahaha
dava pra fazer um textinho já só com essa nossa conversa, huahauha

Eu: dava fácil hahahahahahaha

E nem precisou de textinho.

<3

(Shuliana está também com um excelente/novíssimo blog pessoal, o milieumatretas, indico a todos os fiéis quatro leitores deste blog – incluindo ela =P)

A brand new start

*

E ouço meu coração discordar da mente pela primeira vez em muito tempo e dizer que vai dar tudo certo, pela simples descoberta de que ontem eu era só um garoto frustrado com o trabalho longe de casa e que hoje sou só um garoto com um trabalho melhor, digamos assim, há oito estações de metrô da minha casa. Sim, amigos, na mesma empresa, nessa mesma casa que me acolhe. Em 15 ou 20 dias, dependendo da doente daquela mina agilidade do RH, vou mudar de ‘filial’ para uma mais próxima de casa.

Isso invalida tudo o que vinha dizendo sobre procurar casas em Jandira —invalida também o fato de eu ter procurado camas box e estantes para livros como se minha vida dependesse disso— e agora só almejo uma melhor adaptação à velha cidade grande. O que significa (a) pegar metrô/trem e abandonar o carro durante a semana (b) me adaptar aos vale refeições mais baratos que o preço dos restaurantes, embora isso seja infinitamente melhor do que suportar aquela comida excêntrica** do refeitório daqui e (c) comprar uma mochila —que também já comecei a procurar como se minha vida dependesse disso etc.

E o rapaz do canto da platéia agora pergunta: ‘Mas, Robson, vem cá, então chega de murmúrios sobre o trampo neste estimado blog temperamental que tanto amamos?’ Quem sabe, amigo. O que posso dizer é que finalmente vou mudar para algo que me faça perder a cabeça, me dedicar, aprender, tudo de verdade, sabe, tudo mais real… ‘This is facts not fiction, for the first time in years’ [__].

A melhor parte de tudo isso é ter sido indicado por ter blogs há tanto tempo, por manter perfis em tudo quanto é rede, mesmo as que não uso (Plurk, I’m sorry, it’s not you, it’s me), por entender de um jeito menos superficial o que a internet quer dizer, por ser o cara que vai dar a idéia dos botões de compartilhamento no site e por todas aquelas estratégias de disponibilizar informação de maneira atrativa que ainda não sei exatamente como fazer, mas que vou acabar aprendendo por bem ou por mal.

Ainda não bati a sagrada meta de estourar no mundão com meu amigo Leo, mas esse, digamos assim, é um belo começo.

*A imagem eu achei no Objetos de Desejo
**O Leo é o gênio por trás do live broadcasting no refeitório.