2013

2012 foi um puta ano de recomeçar, de reaprender que a vida só não me basta. E foi assim que me descobri com um milhão de pensamentos e sonhos, que eu tirei do relicário em que os adormecera uns anos atrás quando nada mais fazia sentido e era crescer que eu achava que precisava. Embora no fundo todo mundo precise crescer mesmo, as coisas vão confluindo para que você um dia pare de beber, pare de chegar em casa de madrugada, comece a ser chamado de tio por meninos que nasceram enquanto o Bebeto cruzava pro Romário fazer aquele gol de bate-pronto na Copa de 94. O que eu queria dizer é que nada disso pode ser forçado. Quando você tenta forçar, você está se modelando a ser o que você não é, a não seguir o ritmo natural daquilo que é a sua vida. E no ano que passou eu retomei minha vida nas mãos, soube o quanto era importante pra mim estar relacionado a música, a arte, de modo geral e não o velho hábito escroto de voltar pra casa, comer e dormir. E aprendi que é possível viver em harmonia consigo mesmo, basta ter algum tempo e disposição. Em 2012 eu reconheci na multidão um coração único, um olhar inquietante e um sorriso que me move e que desde então fez com que eu me perdesse alucinadamente e encontrasse um sentimento bom que me trouxesse paz, um só caminho que hoje me faz todo o sentido. E saí da casa dos meus pais, pra morar com meu irmão e fazer daquele lugar nosso lugar por um tempo. Também fiz novos amigos, conheci pessoas com as quais não mantinha muito contato, vi amigos mudarem de estado, vi gente nascer, casar, renascer, trocar de emprego, repaginar toda a sua vida em função daquilo que faz bem. E, cara, não sei, mas não existe outra alternativa senão viver pelo que lhe faz bem. Eu posso ser um eterno adolescente, um tiozinho que não soube crescer e manter aquilo que chamam de estabilidade. Eu só quero que corra em minhas veias tudo que me fez viver em 2012. Porque pelo resto eu mesmo corro.

Feliz ano novo pra todo mundo que acompanha esse blog desatualizado.

Trabalhando para melhor atendê-lo

Tive um writer’s block justo em dezembro, o mês mais legal para repensar o que quer que seja e fazer uma análise pessoal sem base nenhuma, embora no final tudo faça sentido dentro da sua cabeça. Não existe teoria psicológica mais fácil de ser assimilada do que a própria verdade.

Tudo o que escrevi esse mês veio com uma espécie de carga extra que eu não quis ou não consegui bancar. Qualquer errinho ou pensamento sem lógica, qualquer frase que soasse terrível já era motivo de sumir com os parágrafos e desligar o computador num tédio quase compulsivo.

Ano passado estive mais ciente do que o final do ano pode fazer com a cabeça de quem trabalha com dados, conteúdos, números, listas de excel e letras, ao mesmo tempo. Esse ano achei que tudo pudesse ser mais maleável, mas o tempo veio me estapear, como quando a gente aprende alguma coisa pra valer e não melhora a situação apenas esquecendo o problema.

Amanhã preciso escrever três páginas de produto e, caso embale, tenho outras 15 na lista. Sem contar o parágrafo do freela que não me pagou os 30 reais que faltavam. É um consolo saber que existe alguém pior que você. Talvez das próximas vezes eu adote o caráter simpático do Di Vasca nessas micro contratações (sério, leiam esse blog).

E até sexta, espero que uma amiga esteja certa, ficamos sobrecarregados em dezembro pra recomeçar o ano novo zerados. É meio que aquela história de que na sexta a gente trabalha pelos dois outros dias do final de semana, mas como deu pra perceber, ando meio sem ideias pra levar isso pra frente.

Preciso de um tempo, algumas semanas longe do blog, o que não quer dizer que vou parar de postar, pode ser que surja uma inspiração e um post melhor que esse monte de choramingos também sem fundamento. Quem sabe umas imagens do This isn’t happines com textos de seis linhas, pra não perder o ritmo (qual?). O tempo dirá.

Feliz ano novo a todos os envolvidos.

*A imagem é adaptação dessa daqui, via this isn’t happiness =)

Top Hits de 2010 #001

Esta não é uma lista, mas uma seleção não-definitiva destes programas que marcaram meu ano de 2010. Quando lembrar, posto outros.

::Rádio Sulamérica Trânsito
Meu oráculo de delfos para chegar no trabalho com menos atraso, escapando de caminhos tortuosos, acidentes e faixas bloqueadas. É, de longe, o serviço de utilidade pública que mais utilizei este ano. Sem contar que acompanhar o trânsito diariamente se torna um vício, acredite. Várias vezes me peguei ouvindo a rádio voltando de noite, sem necessidade, naquele momento em que só preciso estar mais próximo de alguém que conheço. Essa é a rádio sulamérica trânsito ajudando você a superar o trânsito de São Paulo seus problemas afetivos.

::Programa Elas & Lucros
Quem acompanhou o começo deste blog sabe que eu estava financeiramente destruído no final de 2009 e que foi uma batalha sem limites conseguir reorganizar minha vida no Itaú. E, bem, este programa, da Brasil 2000 (107,3 FM), passa exatamente no horário em que estou a caminho do trabalho, o que facilitou todo nosso relacionamento. Com avaliações de casos, notícias e entrevistas com profissionais, eu consegui colocar tudo no papel e passar uma borracha nesse caos todo. Ah, sim, o programa é dedicado a mulheres, mesmo tendo diversos homens sendo entrevistados, ou tendo seus casos avaliados ou nos comerciais. Óbvio, mas não posso deixar de dizer, os comerciais são destinados ao público feminino (único ponto negativo) e se tornam insuportáveis num nível Sex & the City para os ouvintes masculinos.

::Man vs. Food
Just a regular guy, with a serious apetite. Não sei contar pra quantas pessoas eu falei desse programa este ano. Só pra Núbia foram umas três, pelo menos. É aquele do cara que roda os Estados Unidos atrás de desafios gastronômicos e comidas interessantes. Foi lá que descobri o cachorro-quente mexicano, com salsicha enrolada em uma tira de bacon, no pão com feijão, vinagrete e queijo (um dia ainda faço essa parada). Programa da Travel Channel, mas passa na TV a cabo brasileira pelo Fox Life. É o único programa de TV que consigo assistir sem marasmo ou desprezo intelectual. É um programa que assisto exatamente como os Reaction Guys, sério.

::Quadrinhos dos anos 10
Era um dia comum aqui no escritório, quando pegam o livro do André Dahmer para produzir no site. Perguntaram se eu conhecia e eu parei tudo o que estava fazendo na tentativa absurda de explicar a genialidade em questão. Impossível, óbvio. Mesmo assim, ainda consegui converter uma compra do livro, que rodou pela casa de todo mundo aqui na mesma semana. Os Quadrinhos dos Anos 10 não necessitam de explicação, basta um acesso ao site do Malvados, e você vai se pegar clicando em ‘tirinha de ontem’ de maneira compulsiva até o final do dia útil (ou até o final do ano, uma vez que faltam dois dias e tal).