Momentos, de Nuno Rocha

Porque eu sempre tenho isso de que, no final de semana, você precisa relaxar assistindo ou ouvindo uma parada legal. Esse vídeo abaixo, em HD, é um curta muito bonito, com uma história brilhante e intensa contada em apenas cinco minutos. Produzido por Nuno Rocha, em parceria com a LG de Portugal (o product replacement é quase imperceptível, mas não é à toa). Aprecie:

O postrock na trilha sonora é do Noiserv, banda de Portugal.

Vingou

Descobri que estou cercado de gente bem sucedida (sem hífen, agora? algo me diz que sim). Foda quando você vê seus amigos de infância executivos de grandes empresas, ou proletários com bons cargos e respeitáveis em seus trabalhos, seja lá quais forem. Difícil também começar a seguir gente interessante no Twitter e saber que eles escrevem para o site que você diariamente lê pelo feed. O pior é saber disso vendo a assinatura no final do artigo, num dia de bobeira, vasculhando coisa boa no Google Reader.

Embora minha visão de ser bem sucedido é usar de meios errôneos para fazer algo que lhe agrada (“errôneos”, eu usei mesmo esta palavra?). Eu escrevo diariamente, não só para meus blogs, mas para um site de e-commerce que tem, de certa forma, um compromisso com a informação real. É meio que jornalismo para lavadoras e câmeras digitais, tá ligado?

Portanto, “conforta” saber que alguém pode ter essa neurose pensando em mim também.

Não precisa me dizer. Eu sei quando preciso de um terapeuta.

E esse final de LOST hein?

Até que o series finale de LOST foi convincente. A julgar pelo monte de teorias que qualquer um tinha, foi até bom terminar assim. Pois a moral que essa porra dessa série ensinou a todos é let it go, nigga. Não vai ser pra sempre, então se acostume logo: a maioria de suas idéias sobre como deveria terminar a série estava errada. Viu os finais alternativos no Jimmy Kimmel? Então sorria, tem até uma paródia aos Sopranos, que ainda é minha série preferida de todos os tempos. Tem um legal sobre o Vincent também.

Tem um texto mais completo sobre LOST no meu outro blog. Leiam lá.

The lights thing

Look the bright side, maybe we would be better far away. Even when the lights goes off, we maybe just need it. So, lock your belts, we’ll fly away from here. If we came back, if the lights can be turned on again, I’d be glad like never before.

Cansei Foda

Foda mesmo da sociedade é ensinarem que as pessoas que você ama vão estar do seu lado nos dias bons e nos dias ruins. Porque nunca é assim. Tem aquele quote de um poema do escritor Sérgio Vaz que diz: “Tenho más notícias: quando o bicho pegar você vai estar sozinho. Não cultive multidões”. Não cultive. Porque vai acontecer. Quando você estiver perdido, sem direção, seu maior ponto de apoio vai te decepcionar e, eventualmente, te abandonar.

E você vai acabar tão vazio quanto antes.

Aí vem na mente aquele outro quote de LOST, quando Locke fala sobre destino e Ben lhe dá o devido corte: “cause destiny, John, is a fickle bitch”

E cansei de traduzir também.

Movendo Montanhas

Fiquem com este vídeo do Moving Moutains, post rock terapêutico. E bom fim de semana.

Tire as mãos do seu rosto pra que eu possa ver
Tudo o que você é e tudo o que costumava ser
Você costumava ser
Para mim, alguma coisa que você não quer ser
Eu sei
Você é como o sol
E eu sou terra
Juntos, somos um
E um dia
Seu fogo vai morrer
E eu vou crescer frio sem a luz do sol
E eu vou congelar, amor
Eu vou morrer
Eu vou congelar
Eu vou morrer por você
Porque as coisas
Elas sempre morrem
Só dê algum tempo, elas sempre morrem
E nós, algum dia, vamos ver nosso amor brilhar
Nosso amor vai brilhar
Seu amor não vai enfraquecer, querida
Amor, eu não posso fazer isso sozinho
Coisas como estas são melhores se incalculáveis
Um dia o sol vai morrer e eu vou crescer frio
Eu espero que um dia seu amor encontre o caminho de casa.

Bebida, blah!

Pois é, em 2010, consigo contar nos dedos minhas bebedeiras.

Existem algumas sensações um tanto dolorosas.

Uma delas não é a saudade do sabor do álcool, nem nada parecido. O que faz falta é a sensação de ter ultrapassado os limites de sua razão, de desligar o botão da civilidade, de se comportar como alguém que não dá a mínima pra nada.

Aquela leveza que te dá dividir 4 garrafas de cerveja e uma ou outra dose de qualquer bebida quente com um amigo em um boteco sujo na rua Augusta, em volta de uma mesa de bilhar, roubando bolas e colocando Raça Negra na Jukebox, só porque você lembra que o vocalista tem a língua presa e isso vai ser motivo de risadas pelo resto da noite.

E você, amigo do fórum, que está numas de me indicar o canhamo e imaginou que eu ainda não pensei nisso como uma solução tátil para o problema: Think again.

Outro fator: quando estou bêbado, qualquer lugar parece seguro, o que já me fez caminhar de madrugada pelo escadão da nove de julho, do Pq. do Lago ao Capão Redondo, como se fossem lugares vigiados 24×7, numa tranquilidade como se andasse com guarda-costas ou como se estivesse só no mundo.

Mas claro, dá pra sentir falta de whisky, por exemplo. Logo, a primeira decisão para 2011 é comprar uma garrafa de Jack Daniels e sair pelo Capão Redondo a pé.

Dilemas da vida social

“A vida é feita de compromissos”. A frase que todas as pessoas chatas e/ou implicantes dizem. Embora eu tenha receio em concordar com esse tipo de gente que anda engravatado, com celulares à vista e óculos de sol ocupando o lugar de uma tiara, desta vez eles me pegaram.

Sempre que ouvia essa frase ou algo do tipo pensava em alguém que marca compromissos numa agenda igual a daquela comédia com o James Belushi cheia de datas e post-its, rabiscos e telefones, chaves reserva, sabe, aquele modo de vida executivo.

Mas existem outros tipos de compromissos para gente comum como nós (?) como o aniversário da mãe do seu melhor amigo que está doente e você precisa estar lá para apoiá-lo, ou a formatura daquela sua prima desgarrada que você não vê a dez anos, mas sua mãe acha importante que você esteja presente, dando aquela força. Não indo tão longe, tem aquele seu amigo da faculdade que você não vê a algum tempo, mas esbarrou na rua meses atrás e ele lembrou de te convidar pro seu aniversário. E aí você se lembra que o cara era gente fina na faculdade. E você vai.

As pessoas se entopem de compromissos e formam uma aproximação que muitas vezes não é saudável. E se esse meu amigo da faculdade se tornou um babaca insuportável? E se sua prima não dá a mínima? E se a mãe do seu amigo preferir estar em casa sozinha, com os seus, um bolinho e descanso?

No fundo, um decide pelo outro. Meu amigo achou que sua mãe estaria melhor com todos os amigos dele em volta dela. Minha mãe previu que minha prima gostava de mim e minha presença era realmente importante. E meu amigo pensou que todos os amigos dele gostariam de estar numa festa para o anviersário dele.

Bem, é preciso considerar o fato de que podemos estar errados quando decidimos pelos outros. Criamos ciclos de amizades falsas que, muitas vezes não rolam. Acho que estou dizendo que é possível as pessoas ao seu redor tem o direito de achar você um pé no saco, mesmo você tentando ser um cara gentil.

Portanto, não empurre seus chatings forçados pra cima de mim.

GTFO, Inferno Astral!

É, o inferno astral acabou. Pra fechar, meu pai teve um princípio de ataque cardíaco e minha avó morreu esta semana. Mas tá tudo bem agora, sério. Não tem jeito fácil de dizer essas coisas terríveis. Tive uma conversa com meu irmão, ambos sabíamos que era melhor pra ela, a galera devia ficar mal antes, quando ela sofria, não agora. Parece meio óbvio, mas não dá pra saber o que é para um filho perder uma mãe, se você não viveu isso. Então, eles estavam todos lá, meu pai e meus tios, tristes e consoláveis, mais sozinhos no mundo. Pelo menos vi meus primos, essa gente toda distante e, de certa forma, próxima. Deu pra lembrar porque amo o jeito particular e intraquilo da minha família.

Sério, tá tudo bem. Não senti tanto, acho que senti mais da vez que fui vê-la doente e o Alzheimer não a deixou me reconhecer.

\

Porra, essa segunda temporada de LOST é neurose atrás de neurose. E nem falo do Charlie, o rockstar falido, tá ligado? A crew toda mesmo. Nego nóia numa fita, se desespera, acha que tá sendo seguido, vê coisas no meio da selva, toma atitudes desesperadas. I mean, mano, você tá fudido, caiu no meio de uma ilha foda, que, no fundo, não faz mal a ninguém. Então vai cortar umas lenhas e pára de ser esse viciado paranóico que você é. Minha teoria, pelo menos nessa temporada, é que tá todo mundo on drugs demais.

Ah, tenho uma semana pra ver as outras quatro temporadas que me faltam até o season finale da season finale.

\

Acabei de ler numa discussão via email corporativo a expressão “para evitar dissabores”. Tive que concordar sem ver o resto da mensagem. Ainda nesse e-mail – que tratava de uma idéia estapafúrdia de um dos cabaços dessa merda nossos sutis e espirituosos colaboradores -, a moça citou leis de creative commons e questionou a chefia. Respect.