Como a sexta-feira começou bem

Sabe aquele seu amigo que fica bravo porque você tá indo embora do rolê às 5h30 da manhã, já fritado? Aí, numa reles sexta-feira, você fica sabendo que o malandro vai ser pai.

Robson: caralho, você vai ser pai?
FYAH: vou mano, 1000 grau, hahahahaha
Robson: é brin-ca-de-ra, ahuahuuhahuauh, sério memo?
FYAH: é serio mano. se não tá nem ligado, é caraio!
Robson: que fita!
FYAH: fitassa!
Robson: porra, mano, nem conheço sua mina, huahuahua
FYAH: hahaha, nem eu a sua 😉
Robson: é quente =/
FYAH: vc é um lixo!
Robson: putaquepariu! mas e aí, tá firmão?
FYAH: to suave… felizão, voo hoje no 1º ultrassom
Robson: suave, então, parabéns, caraio! ultrassom! mano, que preza. Quantos meses?
FYAH: 5 semanas hahahahahahah, não to acostumado ainda
Robson: pode cre, nem to acreditando
FYAH: ninguem acredita

A padaria default

Hoje decidi deixar de frequentar minha padaria default.

É na padaria default que tomo café da manhã pelo menos duas vezes por semana – enquanto a renda permite. Parte do meu alívio diário acontecia lá, quando eu pedia os dois pães na chapa e o café puro de sempre e gastava R$2,00 (sim, dois reais).

Acontecia.

O preço não era o único atrativo. Os funcionários da padoca eram educados, gente classe, que poderia estar gerenciando equipes em grandes restaurantes ou vivendo o sonho, sei lá. Mas não, estavam numa padaria de bairro, entregando o suor de seus corpos para manter a qualidade do serviço prestado (OK, sei que estou exagerando um pouco no drama).

Tinha esse tiozinho. Um tiozinho que servia no balcão. Fazia o café, pedia os pães na chapa, regulava o que era cobrado nas comandas. Conversava com todos, free talker assumidão. Puxava assunto com os que conhecia, mas as risadas eram divididas por todos numa só canção (“numa só canção”, Robson?).

E tinha esse outro personagem anônimo da cozinha. Tipo um Luther Blisset, intocável para os clientes, suponho. Fazia um croissant que tornava o lugar mais mágico do que qualquer outra padaria que já tenha conhecido. Sem contar a exatidão e maestria incutida nos outros salgados.

Esses dois personagens foram, durante algum tempo, a alma da padaria. Eu entrava sabendo que o tiozinho ia zoar um caminhoneiro chamando-o de mineiro ou qualquer coisa do tipo e todos teríamos um bom dia. E talvez visse alguém sair da cozinha imaginando que talvez fosse ele o Luther que fazia os salgados, talvez não.

De repente, num dia comum, percebi que a padaria default estava mais vazia que o normal. No caixa, percebi que o preço da minha comanda subiu para não tão admiráveis 3,00. E não acredito que exista um Copom especializado em preços de pães na chapa. E, semanas depois, os funcionários mudaram, entraram uns jovens que podem ganhar pouco e não vão reclamar inexperientes e uns tios mais sem graça que fazem café fraco.

Daí eu chego hoje, de manhã, como meus habituais dois pães na chapa comuns e tomo aquele café-tinta-de-impressora. E então peço, pra viagem, um croissant. Porque agora você não escolhe entre Queijo Minas, Calabresa com Queijo, Frango com Catupiry, Queijo e Presunto. Eles tem um único, que se chama apenas “croissant” e que o cara do balcão chama afetivamente de coraçán.

E então fui pegar meu Toddy, companheiro de aventuras, mas só havia um genérico, com uma placa ao lado “PROMOÇÃO: R$ 0,80” e claro, com o vencimento marcado pra hoje. No caixa, a garota indiferente me cobra a mais e, sem se desculpar, pergunta se tenho 70 centavos, pois ela não tem troco.

Foi só então que eu percebi que a padaria que eu conheci não estava mais lá.

Crise monstra

Não consigo escrever um texto, um conto, uma crônica, um release, uma lista de mercado, sem esbarrar em questionamentos e dúvidas que mais parecem bifurcações cruzadas de mão dupla que me fazem desistir na metade. Porque antes esquecer um texto sobre um assunto pífio que não ia chegar a lugar algum do que começar um TCC sobre o tal assunto pífio e também não chegar a lugar nenhum, mas com algumas dores de cabeça de brinde.

Além disso, não consigo postar diariamente – um dos sonhos esquecidos dos anos 00 – nem conciliar uma boa rotina de produção pessoal.

Sem falar no livro do Takami, Tudo sobre fotografia, que está desconsolado na gaveta, esperando austeramente que eu o estude e volte a me empenhar em algo.

Pra fechar, dos meus poucos e majestosos salários mínimos, me sobrou uma nota de 20 reais para todo o mês de junho. Lembrando que sábado, amigos, é dia dos namorados.

Você que chega ao final do mês com alguma sobra de renda, eu realmente não te entendo.

Um feriado e uns filmes #cinemaday

Tá certo, tava sol e tudo, mas e o frio? Feriado prolongado, marginais vazias em SP, nada como atravessar a cidade para ver minha garota e alugar uns bons filmes – o que é relativo, bem relativo.

Como sempre erro o que escolher na locadora (aluguei A Senha Swordfish três vezes e não lembrava que já tinha visto antes), atualmente só assisto coisas que me indicam, clássicos, aqueles filmes pique “como assim você não viu”? Mas fui encarregado da missão de pegar três ou quatro blockbusters para passarmos juntos o Corpus Christi. Peguei, então, três filmes que ela ia gostar e eu não iria enjoar mortalmente a ponto de dormir na metade achar ruim e tudo, e tal.

Começamos com Zombieland, comédia boa com o Mickey, do Assassinos por Natureza (eu percebi que não consigo assistir um filme com esse Woody Harrelson sem repetir “Natural Born Killer” pelo menos dez vezes) e com aquela pivetinha que fez Little Miss Sunshine. Eles matam zumbis que correm feito malucos. É tipo uma visão paralela daquele Eu Sou a Lenda do Will Smith. Interessante. Ah, e tem participação do Bill Murray.

Aí veio Julie e Julia, numa vibe meio As Horas, aquelas histórias sendo contadas em épocas diferentes, mas com um climão vai dar tudo certo no final, que ajuda bastante. Ah, a Meryl Streep está impagável neste filme. A outra atriz principal também, Amy Adams (que a gente jurava ser a Zooey Deschannel de cabelo curto).

E, pra fechar Onde vivem os monstros. Primeiro achei que era desenho, depois achei que era desenho com filme, no melhor estilo Dick Tracy. Depois vi que era uns bonecos animadores de torcida gigantes com sentimentos aflorados. Mas sim, o filme é excelente. Claro que, no final, uma conversa sobre as teorias psicológicas contidas em cada personagem em relação ao personagem principal ajudam muito na hora de dar uma nota final.

E aí, após muita comida descartável e muito amor, carinhos e carícias, estava eu, voltando pra casa, pra aturar mais uma semana inteira de… mas porra, hoje é sexta-feira!

Abs a todos os envolvidos.

Só isso

Mais do que dinheiro pra pagar as contas
Eu queria ter paz e segurar as pontas.