E aquela parada, sobre o jornalismo e tudo o mais que escrevi dia desses? Bem, consegui concretizar uma entrevista. A primeira, real, de toda minha vida. E fiquei feliz demais com o resultado. Diego Bernal, beatmaker norte-americano. Um cara gente fina, exatamente da forma que eu esperava que acontecesse.
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Ontem, vendo o jogo num shopping próximo, estava eu, uma ilha rodeada de corinthianos por todos os lados, assistindo o fatídico jogo de domingo em que o São Paulo perdia de 2×0.
Eu fingia neutralidade – uma vez que a primeira impressão da galera ao ver um negro de calças largas e cabelo crespo é que ele seja corinthiano.
E de repente, um desses malucos (sempre tem um maluco vendo o jogo, notem) se levanta NO.MEIO dos corinthianos cantando:
-Puta que pariu! Libertadores o Corinthians nunca viu! E nem vai ver!
Vaias e xingamentos a parte, nenhum são paulino se levantou da cadeira para apoiar o fulano. Segundos depois, me levanta um corinthiano cantando de peito aberto um conhecido funk:
-Ah, que isso, elas estão descontroladas!
E eu, que nunca tive nada contra o Corinthians, invejei pela primeira vez sua torcida espirituosa.
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Daí que o trampo pagou um show do Jorge Ben, dia desses, exclusivo no Citibank Hall.
E a piada recorrente entre eu e a Denise nos dias que antecederam o show era a seguinte:
-Sabe que horas são?
-UMAPARAUMA, HOMEM GOL!
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