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Poucas

E aquela parada, sobre  o jornalismo e tudo o mais que escrevi dia desses? Bem, consegui concretizar uma entrevista. A primeira, real, de toda minha vida. E fiquei feliz demais com o resultado. Diego Bernal, beatmaker norte-americano. Um cara gente fina, exatamente da forma que eu esperava que acontecesse.

Leia lá.

***

Ontem, vendo o jogo num shopping próximo, estava eu, uma ilha rodeada de corinthianos por todos os lados, assistindo o fatídico jogo de domingo em que o São Paulo perdia de 2×0.

Eu fingia neutralidade – uma vez que a primeira impressão da galera ao ver um negro de calças largas e cabelo crespo é que ele seja corinthiano.

E de repente, um desses malucos (sempre tem um maluco vendo o jogo, notem) se levanta NO.MEIO dos corinthianos cantando:

-Puta que pariu! Libertadores o Corinthians nunca viu! E nem vai ver!

Vaias e xingamentos a parte, nenhum são paulino se levantou da cadeira para apoiar o fulano. Segundos depois, me levanta um corinthiano cantando de peito aberto um conhecido funk:

-Ah, que isso, elas estão descontroladas!

E eu, que nunca tive nada contra o Corinthians, invejei pela primeira vez sua torcida espirituosa.

***

Daí que o trampo pagou um show do Jorge Ben, dia desses, exclusivo no Citibank Hall.

E a piada recorrente entre eu e a Denise nos dias que antecederam o show era a seguinte:

-Sabe que horas são?
-UMAPARAUMA, HOMEM GOL!

¬¬