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Look who’s back

É de se dizer que jamais nos veríamos novamente. Estudante da GV, moleque bom, hippie de coração. Sempre o encontrava de passagem pela livraria em que eu trabalhava, uns 6 anos atrás. Meleca é parte do que eu queria ser quando crescer – ainda que seja mais novo do que eu -: Pegar uma bicicleta e viajar o Brasil, a América do Sul, vivendo de meus próprios êxitos, do ‘lucro’ de badulaques confeccionados em clips e rolhas de garrafa pet, ou coisa que valesse.

Certo dia, pegou sua bicicleta e saiu. Passaram-se anos com poucas notícias suas. Desaparecido? Não, na verdade, talvez estivesse encontrando a si mesmo. Foi ‘quando ele saiu pra vida’, concluiu o Wolvs. O moleque da zona sul desapegado das regras invisíveis criadas sobre a base de nossa sociedade pegou a bicileta e viajou o Brasil inteiro vendendo artigos hippies. Ganhou uma comunidade no orkut, pra você não pensar que conto aqui uma história de ficção, uma fantasia sem base na realidade.

Voltou dia desses e já podemos encontrar a estrela do Meleca nos bares e lugares comuns do Campo Limpo e Capão Redondo, com sua garota do Amazonas e certamente mais histórias pra contar do que poderemos ter durante uma vida inteira.

Quando encontrá-lo, certamente vou perguntar timidamente sobre a viagem, sem querer um parecer ou uma resenha a respeito, porque talvez um ano inteiro de conversa não dariam conta de ouvir e conhecer cada lugar por onde passou, cada pessoa que conheceu e cada sensação que a liberdade e o desprendimento lhe proporcionaram.

Meleca está de volta e fiquei realmente feliz por saber.

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