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SWU, quem curte?

Fui no sábado, óbvio, junto com a multidão de guerrilheiros fake ver o Rage Against the Machine.

As aberturas não poderiam ter sido melhores: Infectious Grooves, que só no dia fiquei sabendo que era a banda do vocalista do Suicidal Tendencies; E duas outras que queria ver faz um bom tempo: Omar Rodriguez Lopez e seu, no mínimo, curioso The Mars Volta e o reunion do Los Hermanos que, agora posso concluir, tem os fãs mais declaradamente insuportáveis do universo.

Mas o Rage Against the Machine, mesmo com os cortes de som, as oscilações no volume e a galera desesperada se debatendo inacreditavelmente, mesmo tendo me perdido de todo o pessoal das duas vans (!), acabei no meio de uma galera que curtia tanto o show que não liguei muito para todo o resto. Sorri como um garotinho em Bombtrack e Wake Up, lembrei de todos os meus amigos da escola tentando tocar no violão o baixo de Freedom, entre outras milhares de boas vibrações.

Desde o tocar do alarme que indicava o início do show e a estrela vermelha que dava o tom de rebelião local, eu mal pude acreditar que estava ali. Não foi o show de maior qualidade que já vi na vida por culpa do evento – e, possivelmente, da mesa de som trazida pela banda -, mas sem dúvida o show mais nostálgico, com o melhor set, a banda mais entregue e disposta a fazer os fãs enlouquecerem que já pude presenciar.

Claro que não podia faltar os revolucionários de merda usando qualquer local como banheiro – inclusive as reentrâncias e brechas entre um ou outro banheiro químico -, quebrando grades da área vip, esse tipo de ‘guerrilha’.

O SWU em si foi um pesadelo pra muita gente. Não é difícil encontrar por aí nego falando mal. Também, não é pra menos: filas de trânsito na saída, banheiros emporcalhados já na primeira noite (percebeu que tenho um problema quanto a isso?), mas o fato que achei realmente absurdo foi num ambiente sustentável em que alguns passariam três dias, você não poder entrar com qualquer alimento ou bebida – barraram minha água. Se a idéia do evento foi trazer consciência ecológica ou qualquer coisa desse tipo, a organização deve ter enfiado a cara na terra depois de tantas falhas.