Tiramos o carnaval para fazer o que não temos tempo durante dias normais, como ficar juntos, por exemplo. Nem que seja apenas por pizzas de forno, um monte de filmes western e episódios de How I met Your Mother que desajustam tudo o que vínhamos pensando sobre nossa juventude. Só queríamos uma cama pra deitar e ver o tempo passar.
Pela primeira vez na vida não assisti absolutamente nada sobre o carnaval e neste clima de assistir o que se quer por demanda, acabamos exigindo não ver nada na Globo (apesar dos quatro minutos vendo um filme do Didi que devo apagar da memória).
Não previmos que as tias dela voltassem antes do ‘combinado’ e acabamos surpreendidos com sofás nos lugares errados, mesinhas dentro do quarto, dois colchões bem no meio da sala e minha TV em cima da mesa de jantar. Momento awkward em vários níveis, eu sei.
E hoje, terça-feira de carnaval, chove lá fora o que extermina nossos planos de ir pro parque passar a tarde lendo e recriando nosso mundo todo a parte da necessidade de diversão extrema.
Esse foi, sem dúvida, meu carnaval mais tranquilo em anos. Todo esse silêncio e distanciamento fomos nós que escolhemos também. É como um final de temporada (e aqui você insere o comentário mental sobre o fato de eu estar vendo séries demais), estar longe de uns amigos que vivem experiências parecidas em outros lugares olhando a mesma lua que você e acreditar no que vem pela frente enquanto a câmera se afasta e eu recoloco o cabelo dela atrás da orelha.
Roll Credits.
Sufjan Stevens, To be alone with you
O seu carnaval foi bem semelhante ao meu também, com a exceção de que ninguém nos surpreendeu com a casa toda redecorada, rs…belíssimo post, as usual!