Até 2010 eu vivi pagando alguém para fazer minha declaração do imposto de renda. Mas minha mãe algo me dizia que esse ano eu ia fazer sozinho. Em janeiro já estava pensando no assunto: “po, primeira vez, não sei como funciona, vou fazer bem antes do prazo pra não ter erro”.
Baixei o programa no mesmo dia. E comecei: “Vamos lá, nome, CPF, endereço, po, é bem fácil, é pra isso que esses merdas ficam cobrando 70 mangos de gente inocente como eu? Então tá, vamos lá… putz, mas título de eleitor, mano?”.
Abandonei até duas semanas atrás com minha mãe cobrando a parada como se minha vida dependesse completamente disso. Foi aí que, finalmente, achei o título de eleitor: “Aí sim, agora os valores. Mas e cadê os extratos de rendimento?”.
Novamente abandonei. Até ontem, quando o amigo Adolfo me deu uma aula prática passo a passo por uma módica caixa de cervejas cintra e me fez descobrir porque a gente paga esses seres de luz para declarar nossos impostos.
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Claro, tendo uma aula de IR depois da meia noite, tive de dormir uma da manhã. De novo. OK, nos outros dias era só pra ver Friends.
E digamos que tentar dormir com uma obra funcionando ao lado da sua casa é a mesma sensação de ter um milhão de Scatman Johns cantando a introdução de “I’m a Scatman” do seu lado da sua cama:
Ainda bem que as férias começam amanhã. =)