Último dia de férias é o domingo mais longo do ano. É aquele climão do final do Fantástico elevado a potências de valor infinito. Sou eu assistindo Filhos do Pai Eterno na Rede Vida com meus pais às cinco da tarde, abençoando água e tentando zerar o Google Reader sem usar o ‘Mark All as Read’.
Em um balanço geral, as férias cumpriram bem o propósito e tal. Mesmo não conseguindo dar ok em metade daquelas metas que tinha previsto, descobri que esse período que te pagam para cochilar de tarde e ligar na portaria porque a molecada está brincando demais do lado do seu carro, é também uma época para lembrar como era aquele tempo em que você voltava da escola, não tinha quase nada pra fazer e podia passar suas tardes comendo Trakinas com leite e vendo Um Maluco no Pedaço, Chaves, Chapolin e Malhação (isso explica muita coisa).
Outra descoberta dessas férias é a de que não existe mais saída para o trânsito da cidade de São Paulo. Esse pessoal que diz “daqui a pouco, até domingo de tarde vai ter trânsito” já está bem atrasado. Duas vezes eu tentei sair de carro, uma para Pinheiros, outra para o Centro. Ambas, às duas da tarde e sem qualquer sucesso.
Bem, acabou. Foram dias em que deu pra ver como funciona meu bairro enquanto eu não estou aqui. As tiazinhas mancomunam o editorial de fofocas que irá pautar as reuniões no banco da rua de noite, que só vejo quando passo ao voltar do trabalho. Deu pra notar também que essa galera sempre feliz caminhando no mercado terça-feira às duas da tarde são apenas desempregados formadores de alguma triste estatística.
E, por aqui, estamos de volta com a programação “normal”.