Day 13 – a song that is a guilty pleasure

Todo mundo curtu a oração da Banda mais bonita da cidade, vamos ser sinceros, vai. Mesmo os roqueiros pedregosos que conheço, mesmo os punks estrategicamente sujos e mal vestidos. Eu estava de férias e o notebook estava ligado no HDMI da TV, eu vi esse vídeo umas 20 vezes, peguei no violão e vi mais algumas vezes tocando junto. Só se tornou realmente um guilty pleasure quando acessei o Facebook e percebi que a maior parte dos meus amigos era hater dessa parada:

A banda mais bonita da cidade, Oração

Day 12 – a song from a band you hate

Não adianta, por mais que eu tente gostar de uma música ou outra pra não dizer à namorada que sou carrancudo demais, lembro que o Jota Quest tem essas pedras gigantes difíceis demais de suportar. Eu detesto o Luan Santana, por exemplo, mas eu não suportaria ser amigo desses caras tendo que comparecer aos show da banda.


Jota Quest, Amor Maior

Day 11 – a song from your favorite band

Talvez não tenha escolhido a mais bonita, mas a que eu mais gosto de cantar, certamente. O Foo Fighters é a banda que eu assisto querendo fazer igual. Como quando você é moleque, assiste os filmes do Van Damme e sai querendo enrolar seus punhos com gaze, cola e cacos de vidro pra bater nos amiguinhos da escola. É difícil escolher uma banda preferida, é toda uma escola de critérios, mas essa é a favorita das favoritas.


Foo Fighters, No way back

day 10 – a song that makes you fall asleep

Explosions in the Sky é certamente a banda mais amiga de seus fãs. Digo por receber umas mensagens do Bandcamp, umas newsletters que parecem endereçadas só pra mim, aquela coisa de amigo, dizendo que a banda dele fez um disco novo e seria legal se você pudesse ouvir. Lembro de uma época que eu dormi várias noites com a trilha sonora de Friday Night Lights. Foi basicamente quando conheci o post rock, essa música instrumental todos chora.

Ocultar postagens na página inicial do Blogger

Pode-se considerar este mais um tutorial destes pra ganhar estatísticas.

Você quer criar uma categoria no seu blogger em que os posts não apareçam na página inicial, certo? Pra não misturar assuntos, ou enfim, por um motivo qualquer que você encontre pra isso. Lembrando sempre que eu não sou um expert nessa merda e só descobri essa forma fuçando blogs, comentários e fóruns do Google. É um hack, uma gambiarra que funcionou pra mim e, caso funcione pra você, espero que seja bem feliz.

Segue os passos:

1º Siga os passos deste tutorial do iceBreaker, trocando apenas a parte do código gigante por este abaixo (inclusive trocando onde se diz ‘MARCADOR’):

<b:if cond=’data:blog.url == data:blog.homepageUrl’>
<b:if cond=’data:post.labels’>
<b:loop values=’data:post.labels’ var=’label’>
<b:if cond=’data:label.name == “MARCADOR”‘>
<b:if cond=’data:post.dateHeader’>
<h2 class=’date-header’><data:post.dateHeader/></h2>
</b:if>
<b:include data=’post’ name=’post’/>
<b:if cond=’data:blog.pageType == “item”‘>
<b:include data=’post’ name=’comments’/>
</b:if>
</b:if>
</b:loop>
</b:if>
<b:else/>
<b:if cond=’data:post.dateHeader’>
<h2 class=’date-header’><data:post.dateHeader/></h2>
</b:if>
<b:include data=’post’ name=’post’/>
<b:if cond=’data:blog.pageType == “item”‘>
<b:include data=’post’ name=’comments’/>
</b:if>
</b:if>

Feito?

2º Essa é a parte da gambiarra. Concluído o passo acima, todos os seus posts vão desaparecer do blog. Então você precisa de um novo marcador para todos os posts que vão aparecer na página inicial. É fácil:

2.1 Vá em editar comentários, insira o marcador (que vc criou) em um dos posts
2.2 Selecione todos os posts, lembrando sempre de selecionar TODOS (!) os posts (você entendeu)

2.3 Em “Ações de marcador” selecione a nova tag que criou.

Pronto, seu blog voltou ao normal.

Agora, pra criar o menu suspenso, bonitinho, é só seguir as instruções desse tutorial do André Felipe. Você pode ainda estilizar seu menu usando esse post da Bloggersphera.

A partir de então, todos os posts que você quer que apareçam na home, você vai ter que utilizar o novo marcador. E para os outros menus, os marcadores que criar. É isso.

Passar bem.

Day 09 – a song that you can dance to

Essa música podia ser colocada em vários dias. Segue-se aqui uma nostalgia que começou com a Karina lembrando a época do Madame, a qual, embora não tenhamos vivido no mesmo período, temos a mesma boa lembrança.

Viva La Revolución, do Adicts eu conheci na época do Hangar 110, quando trabalhava na livraria do shopping Santa Cruz e ia direto pro metrô Armênia, ver bandas que não conhecia, conhecer gente esquisita, alguns de meus melhores amigos hoje e ouvir músicas antes dos shows, de onde tirava uma frase, descobria a banda no Google, buscava no Soulseek e baixava uns discos. Antes de entrar, passava nos dois bares, escolhendo algo nada decente para beber e depois você poderia me encontrar pogueando (ou dançando desajeitado) sozinho, ao som de músicas como essa.


The Adicts, Viva la Revolution

Day 08 – a song that you know all the words to

Eu passei o dia tentando lembrar uma música boa que eu soubesse a letra inteira. Fiquei sem jeito quando descobri que são tão poucas. E aí tentei esmiuçar meu last.fm e nada, nenhuma banda descolada, nenhuma música nostálgica, nada. E então, nove e meia da noite, a lua veio me dizer.

Todo mundo deve saber até os ‘dererere-ê’s.


Katinguelê, Recado à minha amada (só quem é sabe o nome dessa música, hhahahah)

Day 07 – a song that reminds you of a certain event

O filho do Regino tinha acabado de nascer. Eu tinha me desentendido com a Denise, por um motivo bobo qualquer. Estacionei num hotel na parte bonita da Augusta e caminhei até a Paulista, onde encontrei meus amigos naquele bar central com uma porção cadeiras na calçada, gente rindo descontrolada, a gente no caixa tentando fazer o cara entender que eram quatro cervejas e não três. Pensamos trezentas vezes para que lado da Paulista seguir, se para os ricos e aconchegantes pubs da Consolação ou para os lamurientos bares esquecidos nas travessas e ruas paralelas. Fomos até um bar caro, paramos em frente, vimos aquela galera descolada. Não precisou muito para voltarmos sem dizer uma palavra. A gente sabia que não era ali. Acabamos dando a volta. Entramos no carro de um dos amigos do novo pai. Era um japonês chicano, pelo que minhas anotações mentais me permitem lembrar. O apelido era Japa ou algo assim, mas ele parecia ter acabado de sair do filme Marcados pelo sangue, aquele dos Vatos Locos ou ser primo distante de um integrante do Cypress Hill. O carro era desses importados velhos, mas com um som potente, uma gritaria infernal e guitarras na afinação mais baixa do universo. Ele dirigia feito um maluco. Fui na frente, ele ultrapassava os carros como se fugisse de algo, quase bateu em todas as curvas, passou por esses buracos do trânsito que a gente não tem culhões pra entrar. Era um cara experiente, mas eu sempre fico com o pé atrás de quem dirige fumando um baseado conversando e olhando pras pessoas enquanto fala.

Descemos a rua Augusta até sua parte mais feia e superlotada com os piores bares do mundo e as caras mais conhecidas também. Encontramos um antigo conhecido em comum, paramos na frente daquela sinuca velha com um banheiro terrível “não importa onde esteja, é sempre onde tem mais barulho, maior cheiro de bagulho, disso eu me orgulho”, bem podia ser essa a música. Cumprimentei um cara na fila, pedi quatro cervejas. Conversamos na frente do boteco. O Regino agora era pai, seu filho tinha nascido pré-maturo, acelerado como meu amigo. Neste dia aconteceu uma briga perto de nós, um sem fim de bêbados grandiloquentes esbarrando nas pessoas e querendo entrar na confusão. Fiquei com o Cabelo vaiando de longe ‘os pipoca’, como chamamos a trupe dos malandros de ocasião.

O Regino foi embora cedo para o Pro Maitre, encontrar sua garota, já maluca por saber onde ele estava. Eu não a conhecia, a gente nem podia ir visitá-la ou coisa assim. Fiquei pela Augusta com o Cabelo, na esperança de outros amigos que chegariam mais tarde. Já era uma da madrugada, cantávamos o refrão de Grajauex, que tinha acabado de ser lançada e conversávamos sobre rap, sobre livros, sobre a vida. Conheci um cara que se dizia primo do Glauco, disse que estava hospedado na casa do cara até uma semana antes da tragédia toda. Eu acreditava em tudo. Eu tinha acabado de ler Cartas do Yage (diz-se iagé) e fiquei interessadissimo na conversa sobre payote e os rituais todos. Tudo graças ao lubrificante social, a cerveja inocente que tomávamos.

Chegou outro pessoal. O Biu ‘be god’ (Bigode) me passou algumas músicas por bluetooth, uma delas tão absurda que não consigo me lembrar. Conversamos até bater um sono intranquilo. Decidi ir pra casa, me despedi, eles também iriam. Nos cumprimentamos, eles desceram a Augusta, eu ia subir até a Paulista, encontrar meu carro. Logo que comecei a andar lembrei de ter pedido mais duas cervejas e esquecido de pegar. Não vou perder nove reais assim, à toa. Parei na frente do bar e terminei uma, ainda vendo meus amigos descerem a rua. Subi com a outra garrafa na mão, a despeito do dono do bar. Encontrei um mendigo na subida, que me pediu um cigarro. Lhe ofereci a garrafa. Ele agradeceu. Perguntei onde morava, ele acenou, sem saber direito o que responder. Refleti sobre a imbecilidade de se perguntar a um mendigo onde ele mora. Finalmente disse que tinha perdido a família e não quis se estender no assunto. Me cumprimentou com as mãos sujas e eu que já não me importava dei aquele meio abraço, que reservamos aos amigos.

Encontrei meu carro no estacionamento de um hotel na Paulista, cansado de tanto subir a rua. Esperei e gostaria de ter dinheiro suficiente pra dormir ali. Acendi um cigarro e voltei pra casa na ilegalidade. E eu já não me importava.


Criolo, Grajauex – no dia que o Romeo nasceu

day 06 – a song that reminds you of somewhere

Me lembra de Peruíbe, na casa do avô e avó do Wolvs, um amigo de infância, nas férias de 2002. Era a música que tocava no rádio. Nós não tínhamos CDs pra ouvir a não ser uma coleção de fitas de rap do primo dele e uma outra fita com essa música. Nós ouvimos umas 645 vezes, chutando baixo. Me faz lembrar um chão de paralelepípedos, com alguns matos crescendo nas frestas e um passeio de bike até uma espécie de interiorzinho da cidade. Voltamos pro mercado e compramos o último pacote de um biscoito dos Simpsons que nunca mais encontramos de novo. E aprendemos a tocar o riff dessa música exaustivamente durante o processo.


Linkin Park, In the End