em Pessoal

Um amor pra recordar

Sabe quando alguém deixa de viver e você, mesmo sem conhecer direito a pessoa, fica abalado a ponto de querer dizer um milhão de coisas que talvez não venham à cabeça por conta de sua infantilidade premente? Ou talvez porque não devam ser ditas, ou não seja o momento. Bem, esse é o dia. A gente trabalha demais, se afasta demais, planeja demais, quando na verdade tudo que importa é aquele milésimo de segundo antes do sorriso brotar, que enruga os músculos da boca e faz a gente esquecer todo o sofrimento, toda a dor. Nos segundos ou minutos seguintes, nada pode dar errado.

Acho que essa menina que se foi não deve ter conseguido mensurar tudo o que pôde atingir apenas lutando contra uma doença miserável e não merecida. No fundo, tudo o que eu queria ter dito a ele que ficou aqui pra viver, é que o tempo, além de rei, é o grande methiolate da alma.