em Pessoal

Todo o esplendor dos formandos de 2001

Nunca fui bom em dar desculpas. Por isso eu gostaria de começar dizendo algo sobre esse mês em que passei sem postar. Não vou, uma vez que na verdade, pouco interessa e todos vocês devem imaginar (porque se eu colocar outra frase ‘ando trabalhando demais’ por aqui não sei onde isso vai parar). Sempre fui bom em incentivar pequenas discórdias, mas só porque a humanidade merece.

Daí criaram um grupo de formandos 2001, na escola em que estudei. Gente postando fotos bonitinhas, lembrando nossos passados incríveis como garotos prodígio do único colégio dirigido por freiras ou coisa que o valha do Capão Redondo. Fotos de um monte de gente rindo na sala, nas olimpíadas escolares, excursões para Aparecida do Norte (sério), ou na primeira comunhão. Todo mundo sorridente, com dentes de leite recém caídos, essa coisa bonita de se lembrar e… OH WAIT.

E aí comecei a perceber que os célebres amigos estavam querendo me dizer que tenho que lembrar com alguma nostalgia boa aquela época que passei ganhando apelidos e sendo excluídos de festinhas na piscina, sendo alvo de profundos debates sobre que estilo de boné eu deveria usar ou não. Me juntei aos rebeldes e comecei uma inssureição que até agora não enxerga limites. Aquele tipo de gente da escola com a qual você tinha que passar por uns testes morais antes de poder sentar com eles pra falar de outras pessoas no intervalo (aqui eu finjo pra vocês que não uso mais a palavra recreio).

Não são más pessoas, pelo contrário só não são as minhas pessoas. Sem enganação, ainda tenho amigos que vejo desde aquele tempo e considero meus melhores amigos, porque, como eu disse citando Mamelo Sound System lá no grupo, ‘quem é de verdade sabe quem é de mentira’. Eu entendo a boa intenção. Só não tente reunir o que sempre foi… o que sempre… bem, eu queria uma boa analogia, mas ‘água e óleo’ já tá bem batida.

Estou voltando, relevem a falta de inspiração.