Gripe é tudo isso que faz a gente pensar que viver debaixo de um cobertor é sempre uma opção possível. Posso listar aqui as medidas que tomei a partir do momento em que me peguei tomando chuva e vento forte no último sábado: (a) me mantive na chuva e no vento forte do sábado com uma blusa leve (b) não tomei remédios durante a semana (c) fumei e bebi como um condenado à cadeira elétrica resisti na minha fidelidade ao suco de laranja.
Luciana, minha amiga que escreve umas paradas sobre noivas nesse site (publicidade do bem), me contou que era viciada nessas soluções nasais que abrem nosso nariz para respirar melhor sem ter que dormir sentado, essas coisas.
Virou assunto da roda no mesmo momento. Não imaginei que nada disso pudesse viciar alguém. A imagem automática na minha cabeça era uma praça da Sé tomada de desabrigados lutando pela última gota de Rinosoro, enquanto um pós adolescente passa na Mercedes do seu pai usando uma versão spray sorrindo e buzinando para uma menor de idade amendrontada na porta da farmácia (eu sei, vou longe nisso).
Nenhum desses remédios tinha funcionado bem comigo, até eu descobrir o Neosoro, o néctar definitivo do nariz desentupido. Passei dois dias inteiros ao lado de um e comecei a ter uns ataques neuróticos quando, numa consulta no meio da tarde, percebi que havia esquecido ele no escritório.
Portanto, guardem meu edredon, meu maço de Eight e meu carrinho de supermercado, porque a cracolândia dos narizes entupidos ganhou mais um adepto.