em Pessoal

Vamos falar de coisa boa

As pessoas que já trabalharam ou conviveram um tempo comigo sabem que costumo tomar mais água do que qualquer pessoa normal. Não que eu tome três ou quatro copos durante o dia. Talvez se você chutasse três ou quatro litros poderia chegar mais perto.

E, para tanto, eu tinha em casa uma jarra azul, sim amigos, o mais cobiçado e desnecessário artefato no merchandising do Mulheres da TV Gazeta, devidamente adquirido pela minha mãe nos idos de 2003. Uma garrafa cujo propósito era oferecer água magnetizada para a cura de diversos males e que, oito anos depois, claramente já havia perdido todos os seus super poderes.

Mas não é só isso.

A garrafa de três litros (!) havia se tornado uma companheira inseparável a qualquer lugar que eu fosse, como uma grande e gorda long neck itinerante. Algumas pessoas gostam de dormir ao lado de panos mal cheirosos, outras de seus aplicativos de iPhone, há ainda quem curta cabeças de reis destronados, outras dão exemplos demais e perdem o ponto. A jarra azul era meu tótem. Se ela estivesse ao lado da cama quando eu acordasse, ficaria tudo bem.

Essa semana, a garrafa se mandou, após um conselho deliberativo entre Denise e minha mãe, corroborando para a extinção do meu tótem. Admito, ele podia ser um tanto sujo, acumular restos de comida nas beiradas e feder um pouco depois de algumas semanas sem ser uma lavagem brutal com água sanitária. Ainda assim, vou sentir sua falta, até que alguma marca de água resolva lançar uma garrafa descartável assaz simpática e com uma boa alça para gente bruta como eu.

Pensando seriamente em comprar uma nova com o Alexandre Pimentel,
quase um homem Teleshop. Mas copo é para os fracos.