em Pessoal

Crowdfunding secreto da CPTM

É possível que algum leitor eventual deste blog se lembre ainda da Ponte Orca, um serviço de van em SP que levava o usuário do trem da estação Cidade Universitária até a estação Vila Madalena do metrô (e vice-versa), garantindo a integração gratuita que em seus tempos áureos até que funcionava bem.

Funcionava assim:

1. Você pegava um bilhete antes de sair da estação
2. Antes de entrar na van, o fiscal marcava seu bilhete com um furo
3. Quando chegava na outra estação, você apresentava o bilhete na catraca e liberava sua integração.

Aí entra a observação: Se você não fosse usar o seu bilhete – caso você fosse tomar um ônibus, ou fosse ali o seu destino final, por exemplo – aquele bilhetinho furado ficava sem utilidade nenhuma depois que você descia da van. Foi aí que alguns gênios do comunismo freestyle pensaram: por que não esperar quando a van chegar e pedir o bilhete de quem não for usar?

Então os bilhetes nunca paravam, gerando um fluxo infinito de gente viajando de graça. Eu inclusive pensei na época sobre a possibilidade desse grupo de pessoas criar uma comunidade que jamais pagasse pelo uso do transporte público, fazendo dessa quase maçonaria a maior plataforma de gambiarra colaborativa da história da humanidade.

Alguns anos depois criaram a linha amarela do metrô, inviabilizaram a Ponte Orca (hoje funciona só depois das 21h) e a pergunta que fica é: o que aconteceu com a vida dessas pessoas?

Essa noite, no Globo Repórter.

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Sobre
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  1. Sensacional! Todo dia que pego o metrô na vila madalena e via os nego usando dando um zoom no bilhete alheio. Chupa essa manga, proletário

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