Daí que saímos de casa pra ver o Black Alien, na Clash. Saímos de casa porque estávamos empolgados com a apresentação do cara que tem uma personalidade esquisitíssima (não digo isso de maneira pejorativa) e excentricidades tão ótimas quanto suas músicas.
Mas não, não fomos lá pra ver as excentricidades dele.
Chegamos por volta das 0h30 da madrugada de terça-feira (mas já é na quarta, dsclp xerifes), numa balada de terça-feira cheia de pessoas que curtem baladas de terça-feira e que, obviamente criticam gente que frequenta baladas aos finais de semana, mas são ao mesmo tempo julgadas pelas pessoas que fazem baladas de segunda-feira, muito melhores, na opinião destas últimas.
Obviamente também, não é preciso frequentar essas porcarias para saber que estar dentro de uma balada numa terça-feira faz você se sentir dentro de uma revista Capricho.
Acontece que, tomados pelo sono, indisposição e por rir da Aline gritando do carro chamando todo mundo de boy (<3), decidimos que o preço a se pagar pelo show era muito alto. E não pelo dinheiro, porque o valor da entrada até me parecia justo (garotas entravam de graça, a propósito).
Foi assim que fomos parar no Prime Dog, o maior Gygabite do centro e esvaziamos a sensação de um monte de gente semirrica se apropriando das nossas pequenas coisas.
Lá chegamos a conclusões díspares sobre como o Maicknuclear é o Carlos Adão de uma geração e eu descobri que a bomba do Mate é feita de açaí com pó de guaraná e o açaí que consumimos aqui tem um monte de beterraba misturada, segundo L.
Às duas horas da manhã estava em casa com Aline, sem fila, sem empurra-empurra, sem olhar torto pros moleques fazendo bosta. E ainda com um tempo pra conversar e nos despedir vitoriosos por transformar um erro de noção (imaginar que seria tranquilo ver o Black Alien numa terça-feira gelada) em muitos acertos (um tempo bom e irrecuperável com a sua garota etc).