Outro dia, passando por um dos bares mais “perigosos” do bairro (digo perigoso apenas como unidade de medida, uma vez que ali estão muitas pessoas erradas na vida, mas em seu habitat natural, portanto tranquilas. Sempre apareço por lá quando me sinto mal – ah, sim, falo do Enoch), pensei em como seria chegar batendo na mesa e derrubando garrafas e copos em cima dos traficantes locais, mandar todo mundo a merda que eles mereciam aquilo mesmo, só pela represália de tomar uns tiros ou ser espancado na frente do lugar. Uma bela forma de morrer, não?
E esse sou eu falando de suicídio. Tenho certeza que em algum momento, meu irmão – que nunca mais deu as caras no Capão Redondo – vai ler isso um dia desses e dizer “CHE CHECHE CHE Esse Robinho é Pesado CHEECHECHEEHEHEH” e depois me contar. Saudades, Diguinho.
Mas veja bem, se você está pensando esse tipo de atrocidades no milionésimo de segundo em que está de passagem pelo traficante no auge da carreira (19 anos), o mesmo que você viu crescer roubando salgado na lanchonete de 50 centavos, alguma coisa está mortalmente errada na sua vida.
(Prefiro muito mais escrever “deadly”, mas entrei numa reabilitação de pedantismo fortíssima aqui).
Daí que esse ano tem de tudo pra ser o ano em que deu bosta. Sabe aquela cena de Independence Day em que fica todo mundo olhando a nave mãe abrir as comportas e então começa a sair uma luz azul bonita e, de repente, ela estraçalha o prédio? Essa vibe, basicamente. Tirando o fato de eu não ter um barril com dez milhões de dólares, 2013 está como a quinta temporada de Breaking Bad: tudo dando errado do pior jeito possível.
A propósito, se estiverem precisando de auxiliares de laboratório para cozinhar metanfetamina, sabem meu número.