Vivo em dois mundos. Em um deles eu sei o que é perfeitamente ideal para a minha vida, o que eu devo fazer para que tudo caminhe no sentido de ficar bem comigo mesmo e voltar a pensar no mundo como algo praticável. No outro eu sou arrastado por uma correnteza de acontecimentos que me levam a caminhos em que me perco sem saber o que fazer, em que preciso tomar decisões e desvios, em que o confronto é sempre inevitável e presente. Obviamente me cabe a segunda opção, a primeira é apenas um mundo de ideias em que eu pelo menos consigo manter o cérebro pulsando feliz.
A despeito de tudo isso, eu preciso muito de um felino que me faça companhia.
Quédizzê.
(O neologismo do final é em homenagem a C., que mudou pra Curitiba por esses dias – privando a todos nós de uma macarronada excelente.)