em Pessoal

A maré

Amar aos pares, aos amigos, amar aos passageiros do ônibus, aos cobradores e motoristas, garis (go garis!), moças do salão de beleza, moçxs da frente do shopping; amar gente reclamando na fila do hospital, meu vizinho que me pede a conta de luz bimestral, o pai, a mãe e a enteada na casa da frente, a pessoa que deixa papéis no vidro do meu carro abandonado na rua; amar quem se torna amigo demais sem perceber, quem já é amigo o suficiente pra sempre ser. Amar como se as merdas dessa vida jamais tivessem existido, ou como se tivessem sido levadas pra sempre.

Deixar de entregar amor como uma carta preciosa para uma só pessoa, em um só mundo, para assim entregar o amor como um trivial e corriqueiro folheto de farol.

(e amar Camila e Danilo  que me convenceram de que este blog estava pesado demais)