em Pessoal

parada solicitada

Meu carro acabou de sair do conserto (pensei em escrever “concerto” pra vocês imaginarem um Autobot descendo as escadas do municipal dizendo “essas missas de Mozart já foram melhores”).

Acho que não falei da cena em que o carro pegou fogo (se falei, superem). Calma. Não foi comigo dentro, não foi nem sequer por inteiro. Aconteceu uns meses atrás, quando tentei dar a partida e senti cheiro de gás. Saí pra abrir o capô e estava tudo em chamas. Resumindo uma história cuja moral é “jamais confie em seu extintor”, eu acabei conseguindo apagar.

Isso posto, eu passei a conhecer as formas de transporte coletivo da minha nova cidade. Cajamar tem muitos ônibus intermunicipais cuja passagem custa um kinder ovo (referências adultas, não trabalhamos) e uns três ou quatro municipais, cujo valor é mais sensato (se você julgar 3,50 sensato, obviamente). Neste ínterim conheci motoristas e cobradores e horários e pessoas. E maneiras de ir até o Capão Redondo sem estressar demais.

Foi uma boa época para entender melhor tudo por aqui. Eu ainda não tinha vivido o quoeficiente rua da cidade. O frio dos pontos de ônibus, a absurda subida a pé até o condomínio, que faz a subida do Horto do Ipê parecer uma escadinha rolante de shopping center.

Daí o carro volta com a bateria semi exausta por meses fora de uso. Os freios gritam por pastilhas novas. Fazem um barulho tão intenso que assusta os passantes. O pneu furou na segunda-feira, vejam vocês. E a minha falta de otimismo para com este meio de transporte está sendo completamente enterrada.

Apparently, it’s time to VAI DESCER, MOTÔ!

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