Melhores lugares do mundo são em especial, lugares em que posso ficar sozinho ou ser pouco incomodado para ler, tocar violão ou apenas pensar em voz alta. Daí que no domingo, depois de um dia de ensaio em que perdi a chave e acabei perdendo eventos como o Againe no CCSP (dsclp Mariri) e Johnny Marr no memorial (dsclp Camila), eu encontrei o terceiro melhor lugar do mundo voltando pra casa.
Sabem que faço um caminho ultra alternativo para chegar em Cajamar. Por dentro de Alphaville, passando por uma saída estranha, chegando a uma parte avessa de Santana de Parnaíba, onde há uma espécie de downhill e bastante espaço para deixar o carro e ficar numa boa.
Antes do final de semana, meu irmão contou via Whatsapp que vai para o trabalho ouvindo as músicas que gravei por esses tempos. Que outro dia perdeu o ônibus porque queria terminar o cigarro ouvindo uma delas. Outro amigo disse que encontrou naquela música tudo o que eu realmente quis dizer, ainda que o objetivo da música não tivesse sido alcançado.
Foi aí que às margens do rio piedra eu sentei e chorei sentei entre pessoas andando de rolemã e longboard para gravar essa música do jeito mais simplório possível, porém com o coração cheio e talvez até alguma esperança (um ‘ooow’ e um barulho de bateria fraca do celular):
E aí eu poderia dizer que cheguei em casa cantando Strawberry fields forever para soar poético e bonito no final do post, mas quando me dei conta estava tirando roupas da mochila e cantarolando “eu trouxe a corda só me falta a caçamba eu sei que você tem: OBÁ! não nega se você gosta de samba e samba como ninguém, casaca-samba-casaca-samba…”