Os motivos das pessoas próximas ficarem putas comigo, em geral, são (a) o fato de eu jamais ter comido camarão na vida (b) eu nunca responder comunicadores instantâneos com a destreza exigida—acabei de ver o whatsapp web chorando aqui, calma, já vou, gente— e (c) detestar festas juninas.
Veja, não é um detestar de ódio eterno, é um detestar como a gente detesta livros de colorir, mentira, agora a gente ama livros de colorir, verdade, tem essa. É um detestar como a gente detesta baladas depois dos 30 anos, ou coisas de adolescente, em geral, ou como a gente detesta aquele jeito de falar do Gugu Liberato.
Sabe?
Ok, há o fato de ser uma festa essencialmente com coisas gostosas do tipo pipoca doce e pé de moleque e aquele outro doce duro de amendoim também. E canjica e cachorros quentes, talvez aquela paçoca quadradinha, doces de leite diversos, doces derivados de milho, aquele milho assado no ponto certo pra casquinha ficar quase crocante, caldo verde, cuscCARA, AFINAL DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Sério, eu não gosto mesmo, gente.
As comidas são ótimas, mas é uma festa sem a menor noção quando você é um adulto, afinal você não vai desenhar um bigode na cara, você já deveria estar cultivando um (e se você não tem bigode, você está automaticamente errado no mundo). Você também não vai costurar remendos na sua calça jeans, muito menos usar um… bem, os chapéus são legais, talvez eu compre um no caminho amanhã, antes da festa do trampo e
É oficial: não sei de que lado estou na minha própria polêmica.
O assunto veio parar aqui por motivos de eu ficar até tarde no trampo esperando arrumarem as festividades do dia seguinte que se resumem a: