escritório no interior

Algumas vezes eu detesto trabalhar no semi-interior de SP. É longe, fode com os happy hours etc. Outras vezes tá um dia de inverno e fica uma foto linda do lado de fora. Ou temos passarinhos na janela querendo entrar de qualquer maneira (são Anus-Brancos, descobrimos com o tempo – e com o google). É uma confusão de sentimentos porque você tem dias que você presencia queimadas desnecessárias/criminosas no horizonte e dias em que você vai buscar o carro e vê uma estrela cadente. Então o lugar, no frigir dos ovos, como diz meu pai, é maravilhoso e a gente fica caçando defeitos na vida porque, bem, porque não tem mais o que fazer mesmo.

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IMG_20150515_093918417 IMG_20150731_093523556(Fefa não concedeu direitos de imagem e essas horas deve estar me xingando etc)

 

million dollar idea #001, um app de compartilhar comida

Um aplicativo em que as pessoas disponibilizam cafés da manhã, almoços e jantares em suas próprias residências. Você se cadastra e, quando for sobrar comida, por exemplo, disponibiliza um prato amigo para uma pessoa que estiver próxima (via geolocalização, claro). “Prato amigo”, pode ser o nome, inclusive.

Pode funcionar no esquema do Tinder e coisas nesse sentido. E aí, com um cadastro lá, as pessoas podem passar a te avaliar como companhia para as refeições, por exemplo, ou dar pontos para as comidas servidas, entre outros critérios (a ver).

Os usuários podem cobrar por refeições (mas haverá um aviso de que restaurantes ou estabelecimentos em geral não podem ser cadastrados, pq assim foge do propósito e vira um ifood maluco).

É possível criar uma opção de marmitas, assim, caso a pessoa não queira ninguém na casa dela esses-enxerido-sai-daqui-me-deixa, ela faz uma pequena marmita (embalagens com logo Prato Amigo vendidas a 50 reais o cento, por exemplo) e disponibiliza da mesma forma. E então quem se interessar é só ir até lá e pegar no portão.

Algum programador a fim de se tornar co-bilionário com essa startup?

no consultório médico

– Moço, não pode apoiar os pés em cima da cadeira.
– Ah é, moça? Pois sabe o que também não pode? Me fazer ligar aqui e marcar um exame para as 13h20 e chegar me dizendo que o médico só atenderá a partir das 14h deliberadamente, porque vocês presumiram que eu pudesse gastar uma hora a mais do meu dia aqui dentro da merda desse consultório sem wi-fi de vocês. E tem outra coisa, eu estou perdendo a paciência e você devia me ouvir quando eu digo que colocarei meus pés na sua cara se não for em cima dessa adorável cadeira. Tá vendo essa arma? É uma pistola com o pente cheio e pronta para disparar em qualquer filho da puta que venha me falar qualquer m…

– SENHOR ROBSON CARLOS, sua vez.

(pareço legal, mas finjo que sou o Jules do Pulp Fiction mentalmente)