Duas coisas me amedrontaram sobre a decisão de parar de comer porcarias, mas primeiro vamos aos porquês dessa decisão. De uns anos pra cá eu tenho cagado fortemente para qualquer merda que como deixado de pensar sobre a minha alimentação de maneira sensata. O que fez eu me tornar essa pessoa que não entra mais nas pequenas seleções de futebol de terça e só entra na seleção do basquete de segunda porque o Amaury é chato pra cacete. Ao mesmo tempo, me tornei uma pessoa que sobe escadas com extrema dificuldade e não caminha 20 metros sem respirar fortemente.
E então veio isso:
Daí no dia seguinte eu tava na farmácia comprando um multigripe como desculpa para me pesar com a maior vergonha do mundo. E depois me peguei trocando uma ideia de duas horas com meu amigo body builder que se dispôs a me ajudar.
E então as constatações que me amedrontaram quase que automaticamente:
a) O fato das pessoas desacreditarem de mudanças de vida sobre qualquer coisa quando você é extremo em algo. Ou seja, você não vai parar de beber caso beba demais. Mesmo que queira muito, mesmo que esteja publicamente colocando a maior frustração da sua vida para que todas as pessoas vejam. Muitas não estarão torcendo por você, afinal, o Robson vai parar de beber? Isso não pode durar.
b) Como é difícil desapegar de sua vida. Por exemplo, fumei mais cigarros do que deveria e tomei cervejas das quais nem queria no ensaio de terça. Assim como aceitei um resto de pão com nutella e, em algumas horas, vou aceitar um pedaço de bolo.
Não me convém mais viver a vida desse jeito maluco. Isso me veio num dia em que a minha refeição do dia consistiu em uma batata chips, dois moranguetes, uma bolacha mousse adria, dois salgados da cantina, dois lanches do mc donalds com batata e coca.
Eu teho dores, hoje, que não tinha cinco anos atrás. Eu não tô mais brincando quanto a morrer. A parada está sinistra e a passou a pesar de maneira metafórica.
Porque literalmente já pesa.