Ser invisível é estar em par com o esquecimento, com as histórias não vividas, o upside down das vidas que ficaram pra trás. Conversas, pop ups, desabafos. Eu desabo todos os dias. Meus momentos de lucidez são pequenos e frágeis, escondidos em minhas figuras, em meus dias que passam breves, fugazes, instáveis.
Já não tenho mais grandes esperanças e o destino me parece uma pipa com a linha cortada, atravessando o Jardim Rosana e contemplando de sobra toda a imensidão do universo, mas sem saber onde vai cair. Esperando que seu futuro seja um pouco mais nobre do que a solidão de um poste da eletropaulo.
Ser invisível, no fim das contas, era o meu bagulho desde o começo.