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Os livros do agora (maio/26)

Eu ando meio monotemático.

Talvez pelo fato de ter uma IA neste exato momento recriando meu portfólio passo a passo com um prompt que criei em outra IA? Possivelmente.

O negócio é que tem sido chato perder tanto trabalho para a inovação™.

Então eu sento nessa cadeira, começo a escrever e, quando menos espero, já estou novamente reclamando de uma IA.

Por isso, no post de hoje, somente livros, minha constante com o universo.

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Terminei o IMENSO “Todas as crônicas”, de Clarice Lispector e a única sensação que tive ao fechar a última página (mentira, li no Kindle) foi de que ela adoraria ter vivido a época da blogsfera. Até porque ela não era exatamente uma cronista, tudo o que foi escolhido para o livro soa muito como um blog daqueles nossos antigos em que a gente ficava reclamando da vid… não, espera, ainda estamos aqui.

Clarice tem uns textos excelentes sobre reflexões meio poéticas e cheias de referências filosóficas pesadonas. Faz a gente quase desistir, mas ela tem um ponto e geralmente muito cabuloso.

*

Comecei a ler “A Fogueira das Vaidades”, presente de meu amigo Diego Bravo nos idos de 2011 e que tinha ficado parado aqui incólume por todos esses 15 anos. Confesso que estou pegando no tranco para empolgar, mas sei que tem alguma coisa ali. É que esse jeito norte-americano de contar histórias me agride um pouco, mas no final sempre acaba me envolvendo demais. E Tom Wolfe parece um tremendo escritor do qual eu só nunca tive proximidade.

*

Eu tinha por meta esse ano ler um livro de cada vez, sem aquela putaria-dichava-cérebro dos anos anteriores. Estava dando certo até que dois eventos canônicos me aconteceram:

  • Meus irmãos de banda resolveram montar nosso clubinho particular de livros, ou seja, a gente acaba lendo umas coisas junto e trocando ideia (o próximo é “Canção para ninar menino grande”, de Conceição Evaristo). Não é bem organizado nem nada, só uma ideia da gente ler as mesmas coisas pra pode trocar umas ideias etc.
  • Eu conheci, meio que do nada, o podcast Clube do Livro Eldorado, da Rádio Eldorado (RIP) e apresentado pela Roberta Martinelli. A partir de então, entrei numa fissura inacreditável de ler tudo o que está ali pra poder ouvir cada episódio (do mesmo jeito que fazia com o Nerdcast*). Ainda estou no segundo “Baixo esplendor”, de Marçal Aquino, mas peguei mais esse trampo.

Claro que vou extrapolar a meta de livros do goodreads, mas por bons motivos. Ter gente próxima falando de livros é uma parada importante pra mim, aparentemente.

*Nerdcast é um podcast sobre cultura geek/pop ou coisa que o valha e que ouço desde o começo dos anos 2000 (acho que comecei em 2008, provavelmente), embora tenha um certo limite quando se trata desse assunto. Não quero ver tudo, saber de tudo, entende? Ainda assim, por gostar muito dos papos e da galera, eu me esforcei para, por exemplo, assistir todos os filmes da Marvel e poder ouvir eles falando sobre o assunto com propriedade. É como estudar pra poder conversar com gente inteligente, mas aplicado a uma vida sozinha, basicamente (conhecendo meus amigos como vozes dentro de podcasts).

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