O dia em que fomos na 89

Semana passada dei uma entrevista na 89, junto com a Mari e o Projeto 2005.

No momento em que fechamos a data, começou a palpitação forte até o dia em que fomos na rádio. Até chegarmos no saguão do prédio e subir de elevador. Atravessar o escritório da 89 até o estúdio.

Aí começou a dar tudo certo.

Uma entrevista de uma hora. Tocando sons ao vivo, ao lado da minha melhor parceria musical da vida. Com um grande amigo que fiz na vida comandando o programa. Meus amigos online assistindo a live e lembrando praticamente todas as bandas que já tive.

Foi intenso.

Queria voltar em 2004 e dizer àquele moleque sentado no banco da rua tocando beat on the brat com uma garrafa de vinho horrível ao lado, que um dia ele vai colar na rádio e começar a entender o sentido que as coisas precisam começar a fazer na vida. Que vai ficar tudo bem e que ele vai lamrntar apenas não ter feito disso sua vida inteira desde aquela época.

Estar na 89, pra nós, foi mais mágico do que poderíamos esperar para um.projeto desse porte, com essa vibe. Não somos experts, nem somos extremamente profissionais. O que fizemos até hoje foi enfiar o coração em algo que surgiu de nós. E tem dado mais que certo viver tanta coisa maravilhosa assim.

Eu só entendo o tamanho disso quando alguém me pergunta se dá dinheiro. Porque dá pra notar que ninguém tem a menor noção do que tudo isso tem representado pra duas pessoas como a gente.

E tem sido incrível até aqui.

mais uma meta, cara?

Tem algo com a terça-feira. Na verdade tem algo com essa terça-feira. Acordei tarde, ressaca do fernet. Com a pequena tristeza das manhãs que você simplesmente quer ficar na sua cama até não ter mais jeito e os gatos passarem a insistir para que você levante.

Nada se fará sozinho.

E você levanta e vai ver o dia, ele é cinza e confuso, como todos os outros dias. As pessoas estão cada vez mais mal humoradas. Teco* disse pra gente fazer uma banda. Disse que as pessoas estão em estado de guerra. Que é preciso encontrar a paz. Teco me pediu opinião sobre a ponte do violão, elogiou o Takamine que não é meu.

Teco é gente fina pacas.

Dentre outras fitas, Teco disse que todo primeiro dia do ano faz uma lista de afazeres para o ano que começa. Estampa na porta do quarto, como metas a serem cumpridas, metas das quais ele vai olhar todo dia em que sair do quarto. Achei uma ideia excelente. Acho que já tinham me dito algo sobre isso, mas não confio muito em gente que leu ‘O segredo’, desculpa gente.

Foi então que passei um tempo inacreditável tentando escrever a lista. Eu. A pessoa que não consegue finalizar um post no próprio blog por motivos de falta de prática. Falhando miseravelmente em concluir coisas escritas. Então para o ano seguinte, ainda que as pessoas tenham relativamente desistido deste espaço virtual com meu nome e algumas ideias confusas, a meta para 2016 até o momento é:

1. escrever no blog no mínimo quatro vezes por semana.

A quem eu quero enganar?
Jamais saberemos.

* O Projeto 2005 foi banda de abertura~ no show do Teco Martins em Santos no final de semana, vale dizer.