Análise de mídias sociais, 2007

Lembro que, numa entrevista desencanada numa dessas empresas que você vai conhecer imaginando o que passa na cabeça das pessoas quando te vêem entrar de calça larga e camisa básica, eu entrava numa sala pequena, parecida com aquelas redações antigas de filmes, cheias de calhamaços de papel, mesas decoradas com fotos de crianças e provavelmente alguma pistola ilegal escondida numa gaveta trancada entre antidepressivos e cartas do Serasa amassadas.

O lugar era legal, mas eu pensava ‘conhvenhamos, amigo, olha pro cara que veio de terno riscado e pasta na mão duelar uma vaga com você nessa assessoria, não viaja’, outro daqueles pensamentos desnecessários em que a gente se põe pra baixo e exalta qualquer fulano sem atentar pra besteira em vários níveis que é ir de terno numa entrevista (Alô, amigo Xuxa, se um dia ler isso, essa é pra você!).

E aí que a moça com marcas de expressão que só 20 anos de carreira em relações públicas podem oferecer decidiu nos colocar lado a lado e discursava algo sobre sermos recentes formandos de universidades pagas quando começou a perguntar onde tínhamos estudado, o que estávamos lendo (na época eu sempre respondia ‘O gato preto e outras histórias’, com um desinteresse padrão para entrevistas, sim, podem me julgar). A pergunta principal era sobre quais sites a gente passava mais tempo na internet. Imaginei que fosse uma dessas pegadinhas. Uma dessas que você não precisa responder. Coisa invasiva. Tive de responder Twitter, Orkut e uns blogs e pensei ‘ohh, come on, GTFO!’ tentando acreditar que o carinha do terno realmente acessava o eBay com frequência.

Em seguida, uma prova. Cinco questões sobre assessoria de imprensa, cinco sobre CONHECIMENTOS EM INTERNET (Ahh, 2007, essa semana de 22 das mídias sociais). Daí que, respondi três perguntas de assessoria do mesmo jeito que enrolei a professora de psicologia por um ano inteiro. Você escreve o suficiente pra ela achar que você sabe o resto da resposta sem precisar ler, taí, revelado o segredo. E só fiz o que realmente sabia, a parte sobre internet respondendo perguntas genéricas sobre o futuro das redes sociais. ¬¬

Terminamos juntos, praticamente, eu e o Mr. Pink, o Godfella barato. Ela pediu que eu descesse para o hall que depois me chamaria. De volta à confortável poltrona, já ciente que não teria chances, só percebi que havia algo errado quando pensei em pegar a IstoÉ Dinheiro pra dar uma folheada. Não, eu não devia estar ali, nunca gostei do trabalho de assessoria de imprensa, embora saiba respeitar quem tem culhão suficiente pra puxar o saco de clientes 24/7. E então levantei, dei três passos, saí do tapete, quando ela desceu se despedindo do cara do terno.

E eu, com aquela feição de ‘OK, vamos terminar logo com isso’ não mudei de expressão quando ela pediu pra conversar no sofá da recepção (a rima aqui não foi intencional). Por onde iríamos começar? Talvez dizendo que eu não era o perfil da empresa? Quem sabe mostrando os pontos positivos do cara do terno e as respostas erradas que dei na prova. Tudo desnecessário, ok, vou prestar atenção em você:

– hm.. vamos lá, você nunca trabalhou com assessoria mesmo, né? – Pois é, não… – tentei emendar mas… – Sua prova, é, eu percebi.
– É, eu nunca me interessei muito, acho que por causa de ter que tratar com clientes e eu prefiro… – ao que ela me interrompe (essa Norma é a versão real da personagem da novela, sério)
– Mas sua prova de internet, cara! – ela batia na folha com a intensidade que um nóia bateria um saquinho cheio de cápsulas de cocaína
– er.. sério?
– Sim, não precisávamos de um guru de assessoria, mas sim de um cara que entenda esses nichos, essas redes, como usar as ferramentas, um cara dessa galera.
– er… bom, eu poderia até dizer que… – a pompa começava a dar sinais
– 350 (isso, trezentos e cinquenta) reais por mês.
– OK, segunda-feira estou aí.

Call me Suzy

Não sei nem por onde começar. Talvez se eu tivesse respondido que sou só um redator que sabe o básico de linguagem HTML e tableless, só teria piorado as coisas, criado uns hard feelings na conversa ‘e aí, você está capacitado para fazer isso ou é difícil demais pra você?’. Mas eu também coloco dois ‘só’ na mesma sentença sem pensar em variáveis, sério, qual o meu problema?

Sabe aquela vergonha pública que você mais teme por estar num lugar em que todas as pessoas parecem saber mais do que você sobre seu próprio trabalho? Não chega a ser um pesadelo, mas o clima mantém aquela tensão de quando será que eles vão te humilhar publicamente. Não considero o jeito certo me perguntar no meio de todas as pessoas do trabalho se eu estou apto a fazer um trabalho pelo qual não fui contratado, o que é de menos, comparado ao fato de que eu não faço idéia de por onde começar. No caminho de volta à minha mesa pensei numa infinita sorte de respostas que poderia ter dito, mas que só agravariam a situação, como o exemplo que dei no acima.

Como disse, voltei para a mesa, restaurei a aba do programa, segurei a respiração por dois segundos e soltei meneando a cabeça, como quem se perguntasse o que diabos estaria fazendo ali tentando restaurar o Dreamweaver e editando textos simples e bobos, enchendo de tags, fazendo tudo que de melhor você pode como um redator, como alguém cuja função principal é escrever (não que a gente só trabalhe exatamente com aquilo pelo qual somos contratados, eu também sei disso). E foi então que comecei a cogitar o sintoma da perseguição quando vi os outros computadores e percebi gente no Facebook, mostrando os virais do dia, trocando fotos não seguras pra ver no trabalho pelo MSN.

Eu devia ter notado antes. E deveria dar exemplos mais claros aqui, mas bem, o que interessa é o desabafo. Eu tinha a melhor chefe que eu poderia ter tido (que ainda é minha chefe, o que torna tudo isso ainda mais difícil de explicar), que me avisou sobre o ninho de cobras ao qual eu poderia me enfiar antes que qualquer coisa acontecesse, que me avisou sobre tudo o que estava acontecendo com a sabedoria de quem gosta de você de verdade, de quem te quer longe de enrascadas, esse tipo de coisas.

Talvez o bando de fulanos, como eu mesmo fiz neste texto, esteja se perguntando o que eu estou fazendo ali. Eu aprendo algo novo todos os dias, eu começo a entender como peças são produzidas desde o início, desde a idéia inicial, como eles ‘startam’, diria o Jofa. Que eu não sou suficientemente bom para esse trabalho já tentaram demonstrar a todos, não num mural de metas, mas em cada pequeno ‘ah, se você não sabe então tudo bem, senta lá’. Vamos assim até descobrirem que podem contratar quatro caras pra cuidar dos links patrocinados e deixar de lado isso aí que você faz nas páginas de produto’.

Enquanto isso eu trabalho com os números, com as metas e com a qualidade e sei que já não vale a pena raciocinar aqui se eu devo ou não me posicionar quanto a isso como fiz nos happy hours com a Chiba e o Guto naquele boteco do Jaguaré. Para a melhor chefe que já tive quero somente dar a certeza de orgulho, de crescimento pessoal, como eu daria a minha família. Quero fazer o certo e ir pelos caminhos certos, porque você pode ser menino o quanto for, mas você faz 27 anos sabendo ao menos as pessoas que realmente querem seu bem. Mas para eles, que meu trabalho represente apenas uma coleção de conhecimento que eu possa adquirir e que de quebra pague minhas contas no final do mês até quando puder ser assim. E que eu consiga fazer o melhor que eu puder, demosntrar amor, como as putas. Porque a gente consegue restaurar tudo, mas a dignidade tende a ficar bloqueada na barra de tarefas.

***

Desculpem a vibe da amargura. Sabe quando seu computador fica no caminho de todas as pessoas e elas vêem você usando a internet, comentam entre si e te jogam um trabalho do qual você não faz a menor idéia de como fazer, mas no pensamento deles você pode tentar, já que não está fazendo nada? Bem, foi relativamente isso que aconteceu.

Vida de Sitcom S01E01, “As neo senhoras”

[claquete, cena 1, neo senhoras no metrô]

Voltava do trabalho no metrô, sentado bem verão (e apostando que ‘bem verão’, essa gíria do meu amigo Nebi, um dia vai pegar) ao lado de duas neo senhoras que conversavam sobre seus maridos e me forçaram a abandonar a leitura como se eu tivesse que prestar atenção no que diziam.

Falavam dos seus respeitáveis cavalheiros. Juro que tentei dormir durante o processo e não ouvir a conversa, mas não era possível, dado o nível de ruído que as duas produziam. Reclamavam de como eles eram rudes, de como se portavam, de suas roupas:

– Outro dia ele veio caquelas bermudas jeans, ele tem um monte, mas menina, são aquelas que vão até as canela (olha a apostila fazendo sentido aí, amigos)
– Jura? Ah, o meu também!
– É, mas vai até lá embaixo, eu digo pra ele que quem usa essas coisas são aqueles manos com aquelas calças largas…

[primeiro olhar de canto de olho para mim]

Nesse momento, a neo senhora que falava percebeu que eu era uma dessas pessoas que usam calças largas e, em segundos, tranquilamente tentou reverter a situação:

-…e que usam aquelas botas grandes, sabe!?

[segundo olhar de canto de olho pra mim]

Preciso dizer que eu também estava de botas ou fica implícito?

[risadas aqui]
[corta]

Happy Birthday, Mr. President

São 27 anos nessa imensidão de vida. Quase três décadas pode-se dizer também. ’27 anos não são 27 dias’, imortaliza minha mãe. Não são. E cá estou. Finalmente num dia bacana, numa empresa bacana, escrevendo um post na hora do almoço. Lembrando da namorada. Dos amigos, dos velhos e bons, dos novos e sinceros.

Começo a rever o ano passado e vejo como estava perdido. O Koelho profetizou de manhã que 27 é a idade-chave. Não sabemos exatamente em que sentido, mas até agora neste pequeno balanço anual, tudo parece um grande recomeço.

Falo da banda nova, das músicas que tenho pensado em fazer, de ter que levar meus pais no aeroporto amanhã, de faltar uma semana pras férias, de estar incrivelmente bem mesmo com tantos artifícios temperamentais me impedindo. Por querer comprar o Primeiramão e procurar apartamentos para alugar no meio do caminho, por ter todo um plano envolvido nesse negócio de roomate quase marido. Por ter passado os dois últimos finais de semana recusando cerveja e querendo só uma paz estranha, solitária e sem vinculos quaisquer.

Hoje eu não ganhei carona, não saí pra almoçar com a galera, não acordei com uma dúzia de presentes, não recebi sequer uma ligação. Passei muitos anos fingindo ter um monstro apriosionado querendo morrer nesta data, mesmo com um monte de gente me ligando, vários presentes e comemorações. Hoje consigo dizer que meu reveillón particular (como alguém disse outro dia), é sempre uma grande data pessoal, mesmo sem festa, confete e presentes.

Feliz aniversário pra mim.

Droga, ‘N’

Era uma noite fria de outono, me encaminhava à casa de Leo Pollisson para encontrar amigos, tomar cerveja razoavelmente gelada e comer pizza de forno (e ouvir forró (?) Bem isso foi uma consequência que não vem ao caso aqui). Era noite. E era fria.

Vagava pelas ruas um tanto desertas de sábado à noite numa Brasilândia que começava a lembrar o velho oeste. Denise estava no carro comigo e conversávamos algo que não me lembro bem:

-…mas fulano é um músico fajuNto — eu disse.
-Fajunto? hahah, é FAJUTO — ela me corrigiu.
-Que fajuto, enlouqueceu? FaJUNTO! (a entonação era muito importante)
-Vamos tirar a dúvida quando chegar lá.

E aí, óbvio, todos me alopraram insistentemente endossados por meus 26 anos e meu diploma de jornalismo. desde então a palavra perdeu a graça, era “fajuto”, uma palavra toda nova, mas sem paixão, não era mais aquele fajunto moleque que eu aprendi errado na escola.

Essa é a história de uma garota nova que sem nada na cabeça quanto mais nessa cachola, anda dizendo por aí: “eu sou a tal” de como perdi a simpatia por uma palavra por causa de uma letra ‘N’.

Um amigo me disse no sábado

Conversávamos sobre como ele usava drogas e bebia sem critério e agora que ele decidiu mudar de vida, ele precisa focar no presente pra transformar o futuro, mas além disso tudo, ele precisa mandar o passado para o quinto dos infernos:

“Não importa o que eu fiz no passado, mesmo que eu tenha baseado minha vida inteira nisso. Eu só vejo gente por aí reclamando do passado, ou lembrando do passado como a melhor época de suas vidas. Mas essas pessoas não vivem o presente e não focam o futuro. Eu decidi parar, sabe, decidi mudar minha vida toda. Eu escolhi isso. Então esse sou eu e o que passou, acabou, morreu. Já não me interessa como eu cheguei nesse ponto. O negócio é daqui pra frente. As coisas que eu terei de fazer pra mudar minha vida vão ser feitas daqui pra frente, entende? O passado não vai me ajudar em nada, só vai dificultar as coisas, então eu não preciso de testes, eu só preciso de foco”

Eu editei umas gírias na citação para um melhor entendimento. Parece até um clichê motivacional óbvio, mas quando você vê a parada acontecer é bem mais emocionante do que aparenta.

O Reality da realidade

Ou ‘Minha sincera compaixão pelo Big Brother da vida real’

Como alguns de meus trinta leitores casuais devem saber, trabalho em uma redação para e-commerce, que fica situada dentro do centro de distribuição da empresa. O CD, como é chamado, consiste 90% no estoque, um galpão de não sei quantos mil metros quadrados e pelo menos 900 funcionários separados por turnos. Os 10% restantes são os outros setores, que devem ter cerca de 30/40 pessoas.

A galera que trabalha na parte de dentro do estoque é, digamos, excepcional. É de lá que vem as piadas e comportamentos mais dignos de virar hit do Youtube, além do som alto do rádio ligado pela manhã, provavelmente com a frequência emperrada na Band FM. Outra característica comum aos colaboradores desse setor é deveras insuportável: observar.

Sabe aquele tipo de gente que assiste a vida como se fosse uma novela das oito, ou como o Big Brother? Cada um de nós, as 40 pessoas dos outros setores que não são o estoque, nos tornamos personagens neste console de entretenimento que estes 900 criaram. E a TV deles, por assim dizer, vamos tratar aqui como banquinhos.

Cada vez que o horário de almoço consegue reunir um grupo de três ou quatro pessoas do estoque no ócio da tarde, pode ter certeza que eles vão analisar cada passo seu, assim que você passar por eles. Não são pessoas que passam por você encarando, ou coisa que o valha. Mas quando elas sentam nos bancos, é como se realmente pegassem o controle remoto para assistir um programa de TV, para debater com seus colegas o quanto aquela moça engordou ou que absurdo aquele cara casado do Fiscal ainda estar dando em cima da estagiária do RH.

Fico triste ao imaginar que, para este público sem acesso a interné como nós dos outros setores, isso deve ser o máximo de entretenimento que eles podem ter durante o dia.

Crescer

Estranho demais crescer. Sério, fica a dica para o filho que ainda não tenho, como naquele tumblr. Crescer demanda programação, empenho, determinação. Honrar compromissos, criar dívidas desenecessárias, se desesperar por situações que você jamais imaginou, ser tratado como ‘sr.’ por um cara mais velho do que você, em um banco, por exemplo. Sempre tenho vontade de responder que essa cordialidade não é necessária, mas tenho medo de soar mais repugnante ainda.

Sem contar os casamentos, chás de bebê, festas de despedida, open houses, visitas, dois beijos, três beijos, abraço desconfortável, a falta de conversa, cada coisa. É preciso saber onde se meter, onde rir. É quando você começa a perceber que os padrões, nossas conversas e situações são tão pouco verdadeiras que mais parecem uma ficção tola, que perde pra qualquer novela das oito em termos de tédio. Ou vai me dizer que se você estivesse assistindo sua vida como um seriado de TV acharia ela realmente interessante?

Ainda falando ao meu filho não-nascido, aproveite seus amigos o máixmo que puder, esteja sempre ao lado de quem você ama, não dê muita atenção a gente que só reclama de tudo – com exceção de seu pai, claro. Você poderia encontrar essas dicas nas prateleiras de auto-ajuda que eu espero que você jamais frequente (e espero também, do fundo do meu coração, que você um dia leia aquele livro do Will Ferguson e nunca acredite nesses autores que têm respostas pra tudo).

And you’ll be where you want to be…


Wilco, When you wake up feelings old

Poucas

E aquela parada, sobre  o jornalismo e tudo o mais que escrevi dia desses? Bem, consegui concretizar uma entrevista. A primeira, real, de toda minha vida. E fiquei feliz demais com o resultado. Diego Bernal, beatmaker norte-americano. Um cara gente fina, exatamente da forma que eu esperava que acontecesse.

Leia lá.

***

Ontem, vendo o jogo num shopping próximo, estava eu, uma ilha rodeada de corinthianos por todos os lados, assistindo o fatídico jogo de domingo em que o São Paulo perdia de 2×0.

Eu fingia neutralidade – uma vez que a primeira impressão da galera ao ver um negro de calças largas e cabelo crespo é que ele seja corinthiano.

E de repente, um desses malucos (sempre tem um maluco vendo o jogo, notem) se levanta NO.MEIO dos corinthianos cantando:

-Puta que pariu! Libertadores o Corinthians nunca viu! E nem vai ver!

Vaias e xingamentos a parte, nenhum são paulino se levantou da cadeira para apoiar o fulano. Segundos depois, me levanta um corinthiano cantando de peito aberto um conhecido funk:

-Ah, que isso, elas estão descontroladas!

E eu, que nunca tive nada contra o Corinthians, invejei pela primeira vez sua torcida espirituosa.

***

Daí que o trampo pagou um show do Jorge Ben, dia desses, exclusivo no Citibank Hall.

E a piada recorrente entre eu e a Denise nos dias que antecederam o show era a seguinte:

-Sabe que horas são?
-UMAPARAUMA, HOMEM GOL!

¬¬

O caminho pisado

Levantar pra ir ao banheiro, ver no relógio que faltam 35 minutos pra hora de acordar. Voltar a dormir, acordar de seis em seis minutos para ver se a hora chegou. Banho, café, primeiro episódio de New Adventures of Old Christine na Warner (troquei o Faccioli matinal quase sagrado depois de assinar a TV a cabo) e então, sigo dying até o carro.

Campo Limpo, semáforos infinitos, Régis, Rodoanel, trânsito, Castello, escritório.

Bater o ponto e pegar o comprovante (sim, aqui temos comprovantes), ligar o computador, Senha, que vai expirar em 10 dias, alerta o computador. Enquanto ele liga, levanto pra encher a garrafa de água. Volto a sentar e lembro que preciso lavar minha caneca. Sou incomodado 7 vezes, contadas a dedo, até que os colegas de trabalho começam a entender porque sempre digo que seria mais produtivo em home office.

Leio e-mail pessoal, Twitter, Orkut e Facebook, respectivamente. Ausente no MSN, praxe. Leio o e-mail corporativo e resolvo as pendências iniciais até me dar tempo de abrir o Google Reader com a ameaçadora sinalização +1000. Likes e shares depois, janela do MSN Tiago diz “fumar?”.

Procuro algo bom na minha pasta de músicas, atualmente, discos que peguei na Post Rock Community. E então o dia começa.

Pra posteridade, se um dia alguém quiser saber dessa rotina matinal.

para ler ouvindo: Paralamas do Sucesso, o Caminho Pisado