em Pessoal

22 de outubro, o final de semana num dia só

Post do projeto 3meia5, que acabou. =( ok, com um dia de atraso porque, como você saberá lendo as próximas linhas, eu estava no litoral norte.

Meu sábado começou durante a madrugada, na rodovia dos Tamoios, sentido Caraguá, o nome mais hype de Caraguatatuba. Parei para comprar água num posto de gasolina que tinha um restaurante parecido com um daqueles do Man vs. Food, chapas lotadas, lanches gigantes, essas coisas. Eu morria de sono, tal qual minha namorada, sogra e a amiga dela, que me esperavam no carro. Então, nada comi.

Impressionante notar como a galera que pega essa estrada de madrugada sente que está dentro de um condomínio fechado, ultrapassa pelo acostamento ou numa curva sem visão, dá farol alto, buzina, xinga, como se fosse um clubinho, ou uma estrada de poucas curvas e não uma das serras mais perigosas do Estado.

Chegamos na casa emprestada, estacionei o carro, enquanto elas procuravam onde ligar a luz. Não descobrimos no mesmo dia, então fomos todos direto pra cama tão exaustos que não lembro de ouvir qualquer conversa antes de dormir. Eu não durmo bem em casas que não conheço, mas óbvio, essa teoria só funciona se estou descansado e sem sono.

No sábado, em si, acordei depois de cinco horas de sono, como se tivesse dormido doze horas completas. Fomos farofar na praia da Mococa, vazia. Ventania monstro, não deu pra entrar na água, voltamos pra casa um tanto frustrados. Ao voltar, minha caixa de Budweiser estava gelada, então deu pra salvar o que parecia sem solução.

Dormi de tarde, num quarto não principal, com uma lata pela metade, de pé, em cima da cama. Cena linda de se ver. Acordei de ressaca, sim, tudo no mesmo dia. O sábado valeu por um final de semana inteiro. Fiquei sem sono. E então cumpri a teoria da dificuldade para dormir assistindo Altas Horas enquanto todo mundo roncava.

Opa, mas aí já era domingo.

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Robson Assis, o @bigblackbastard é jornalista, pelego redator da Nova Pontocom e nunca soube como cobrar freelance sem parecer uma prostituta ‘é 50 reais a hora, moço, press release sem frescura’. Escreve para o Staying Alive was no jive, pro Robazz e colabora às vezes no Per Raps e no Sindicato dos Escritores Baratos.