Walking Dead é uma série com zumbis. Isso me bastou para passar o último mês completamente maluco por cada notícia e cada cena das gravações, novos trailers, o de sempre. Até quando o episódio vazou* na rede, assisti sem legendas, numa qualidade terrível. Porque, inacreditavelmente, eu não tenho vergonha desse tipo de atitude de adolescente fã de Crepúsculo.
O primeiro episódio, dizem, é melhor do que a HQ. Não posso comparar, uma vez que só li a primeira edição da revista, que não conta todo o piloto, mas boa parte dele. O que posso dizer é que o seriado começa com uma variação de cenas nojentas, corpos mutilados e um elenco de zumbis e outros personagens menos caricatos do que em Zombieland, por exemplo.
Apesar de tudo, a Fox conseguiu cortar uns pedaços da série. E não digo ‘pedaços’ sem necessidade, que resumiriam a história, por motivos comerciais e bullshits. Estou falando de trechos importantes, que dariam outro contexto à história. É como não pagar o dublador do Homer Simpson na hora que o público mais precisa dele. Como teste, assista os dois (primeiro a versão web e depois a versão da Fox) e preste atenção no cavalo. Você vai entender.
E, bem, para me culpar completamente pelo copyleft da obra, você pode ler no WalkingDead.com.br toda a série de HQs.
*’vazou’ neste contexto significa viralizar por trás das cortinas, pra parecer um simples engano de logística. Conspirações, amigos, conspirações.